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Berlengas geram impacto económico de 12,1 milhões de euros

A reserva natural das Berlengas, ao largo de Peniche, cria na economia um rendimento avaliado em 12,1 milhões de euros, concluiu um estudo apresentado hoje nas I Jornadas do Conhecimento da Reserva da Biosfera das Berlengas.

O estudo divulgado em Peniche é da autoria dos investigadores Sérgio Leandro, Teresa Mouga, Paulo Maranhão, Daniel Marques e Helena Couto e avaliou o peso económico desta reserva da biosfera da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).

Cerca de nove milhões de euros advêm da venda de pescado capturado ao redor daquele arquipélago, 322 mil euros resultam da primeira venda de percebes apanhados pelos mariscadores e 2,5 milhões de euros das visitas de turistas e das atividades ligadas ao mergulho e à pesca lúdica.

Para os investigadores, o valor pode vir ainda a ser superior, à medida que a investigação sobre os novos usos dos recursos marítimos for sendo feita e começarem a ter aplicação sobretudo pela indústria, sendo exemplo disso o estudo da aplicabilidade das microalgas para novos produtos farmacêuticos.

Durante as jornadas, vários investigadores alertaram para as oportunidades de exploração das potencialidades daquela reserva da biosfera, da qual faz também parte a cidade de Peniche.

Hélder Cardoso, ligado a um projeto de observação e contagem de aves ("Peniche Seabird Count"), afirmou que Peniche e as Berlengas estão na rota de aves migratórias e constituem um importante ponto de observação de aves ("birdwatching") para turistas oriundos de todo o mundo.

O estudo apresentado aponta para a observação de 300 mil aves, de 84 espécies diferentes, entre as quais o ganso-patola, a cagarra, o moleiro-pomarino e a pardela-balear.

Além disso, Hélder Cardoso explicou que Peniche é conhecida dos amantes do "birdwatching" por ter espécies especializadas deste território e até raras, como a cagarra e a gaivota-de-pata-amarela, e pode integrar um pacote turístico em que se inclui outro tipo de aves existentes na Lagoa de Óbidos ou na Serra d'Aire e Candeeiros.

Acresce o facto de que a observação de aves em Peniche pode ser complementada por outras ofertas turísticas, como a pesca lúdica, o mergulho ou o surf.

O turismo de observação de aves gera por ano, em todo o mundo, 100 milhões de euros para a economia, com os Estados Unidos da América no topo da lista (48 milhões de euros) e, na Europa, o Reino Unido (2,4 milhões de euros). Em Portugal, os dados apontam para um contributo de 2.700 euros.

Por se tratar de uma zona sensível em termos ambientais, o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas vai propor a redução do número de visitantes na ilha, compatibilizando os interesses ambientais e económicos existentes.

O presidente da Câmara de Peniche, António José Correia, defendeu que as zonas mais sensíveis da ilha da Berlenga são as que têm menos visitantes, motivo pelo qual a questão requer uma análise aprofundada pelas várias entidades que têm assento no conselho estratégico.

O estudo do Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa, coordenado por Carlos Pereira Silva, concluiu que visitam anualmente a ilha da Berlenga mais de 65.650 pessoas, das quais 43.250 na época alta (meses de verão) e 22.400 na baixa.

Por dia, os visitantes chegam aos 687 na época alta e 400 na época baixa.

Lusa

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