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Nuno Melo anuncia quinta-feira decisão sobre corrida à liderança do CDS

O vice-presidente do CDS-PP Nuno Melo anuncia na quinta-feira a decisão sobre uma candidatura à liderança do partido, divulgou fonte oficial centrista.

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Nuno Melo fará uma declaração na sede nacional do CDS, em Lisboa, pelas 12:00, sobre o 26.º Congresso, que se realizará nos dias 12 e 13 de março e será eletivo da liderança dos centristas.

O vice-presidente centrista e eurodeputado assumiu que estava num processo de reflexão sobre uma candidatura à presidência do partido, após Paulo Portas ter anunciado que não se recandidatava, no final do ano.

A também vice-presidente do partido Assunção Cristas deverá esclarecer uma eventual candidatura à liderança nos próximos dias, de acordo com fontes ouvidas pela Lusa.

Em maio do ano passado, a então ministra da Agricultura deixou nota da sua disponibilidade para liderar os centristas, numa entrevista ao jornal 'online' Observador: "Para mim foi claro que estaria ao serviço do partido para aquilo que fosse necessário. Se for necessária para isso [liderança], também estarei", afirmou.

Três dias depois de Paulo Portas anunciar que não se recandidatava, Nuno Melo referiu-se às muitas "mensagens de incentivo e apoio recebidas" a "propósito do momento que se vive no CDS", numa mensagem deixada na sua página da rede social 'facebook', na qual acrescentava que, independentemente daquela que viesse a ser a sua decisão, se sentia "profundamente grato e honrado".

Paulo Portas anunciou no dia 28 de dezembro perante a comissão política do partido que não se recandidataria à liderança. Aos jornalistas, nessa noite, manifestou-se confiante na nova geração a quem vai passar o testemunho, prometendo isenção na escolha do seu sucessor e revelando que sairia mesmo que o Governo com o PSD tivesse continuado em funções.

"O partido fará com total isenção da minha parte uma escolha de futuro, que deve ter a toda liberdade para se afirmar", declarou, manifestando "uma grande nova esperança na nova geração do CDS", à qual "chegou o tempo de, num ciclo político novo, dar grandes responsabilidades".

Lusa

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