sicnot

Perfil

País

Governo prevê investir 28 milhões de euros na "integridade da costa" portuguesa

O ministro do Ambiente anunciou hoje que o Governo vai investir 28 milhões de euros na "integridade da linha de costa", nomeadamente na consolidação de arribas, no recarregamento de praias com areia e na conservação do cordão dunar.

Francisco Seco

"As obras de manutenção da integridade da linha de costa serão concretizadas através de fundos comunitários, cujas candidaturas vão ser feitas até ao final deste mês, início de fevereiro", disse à agência Lusa Matos Fernandes, à margem da cerimónia da apresentação das obras de requalificação da praia das Furnas, em Vila Nova de Milfontes, no concelho de Odemira.

Segundo o ministro do Ambiente, "está posta de parte a construção de esporões, na certeza de que haverá alguns que terão de ser reabilitados, mas o objetivo é, sobretudo, intervir na consolidação das arribas, no recarregamento de praias com areias e na manutenção do cordão dunar".

"Esse conjunto de obras perfaz 28 milhões de euros e alguns desses investimentos começarão a ser visíveis ainda este ano", enfatizou.

O governante considerou que o mais importante nesse investimento é Portugal passar a ter um sistema de monitorização do litoral costeiro para que, num período de quatro anos, seja possível conhecer ainda melhor as dinâmicas costeiras.

"Queremos ter, de uma vez por todas, um sistema de monitorização do qual já houve vários começos e nenhum fim", frisou.

Segundo Matos Fernandes, a erosão costeira entre Caminha e Vila Real de Santo António "é um problema que nenhum Governo poderá resolver em definitivo".

Contudo, assegurou, será feito um esforço contínuo para garantir a integridade do litoral.

"Não será possível transformar a fragilidade de litoral. Em alguns sítios terá de haver uma estratégia de recuo, zonas de densidade urbana vão ter que ter uma estratégia mais dura de proteção de pessoas e bens", admitiu.

Na opinião de Matos Fernandes, nas zonas a sul da Figueira da Foz e em Esposende a monitorização permanente é indispensável, porque "a cada ano que passa se vê aquilo que é, de facto, o recuo da terra face ao mar".

"Não havendo funções mágicas, elas passam sobretudo por garantir e reforçar o cordão dunar e repor areia nas praias, de forma a garantir a segurança das pessoas", destacou.

Lusa

  • Paulo Macedo pede calma para o bem do banco
    1:45

    Caso CGD

    Paulo Macedo falou pela primeira vez desde que foi eleito o novo Presidente da Caixa Geral de Depósitos e, para o bem do banco público, pediu calma a todos. Passos Coelho veio dizer que a recapitalização da Caixa pode ter de ser feita no verão do próximo ano para salvaguardar o défice deste ano. Já António Costa preferiu não comentar as declarações de Passos e diz que o banco público há muito que precisava de ser recapitalizado.

  • Condutores continuam com dúvidas em como circular numa rotunda
    2:06

    País

    Circular nas rotundas continua a ser um problema para muitos condutores. Cerca de 3 mil foram multados nos últimos três anos depois da entrada em vigor do novo código, os números são avançados pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária. Os instrutores de condução dizem que a medida provoca mais confusão nas horas de ponta.

  • O que aconteceu à menina síria que relatava a guerra no Twitter?
    1:59
  • Youtuber Miguel Paraiso escreveu uma paródia musical para a Reportagem da SIC "Renegados"
    1:27

    Grande Reportagem SIC

    O youtuber Miguel Paraiso escreveu uma paródia musical para a Grande Reportagem SIC "Renegados". Desde ontem já teve 67 mil visualizações no Facebook. Imagine que ia renovar o cartão de cidadão e diziam-lhe que afinal não é português? Mesmo tendo nascido, crescido, estudado e trabalhado sempre em Portugal? Foi o que aconteceu a inúmeras pessoas que nasceram depois de 1981, quando a lei da nacionalidade foi alterada.«Renegados» é como se sentem estes filhos de uma pátria que os excluiu. Para ver, esta quarta-feira, no Jornal da Noite da SIC.

  • "A nossa guerra não deixou heróis, só vilões e vítimas"
    5:26

    Mundo

    Luaty Beirão é o rosto mais visível de um movimento de contestação ao regime angolano que começou em 2011, ano da Primavera árabe. Mas a par dos 15+2, mediatizados num processo que os condenou por lerem um livro, outros activistas arriscam diariamente a liberdade.