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Utentes contra integração de transportes urbanos de Coimbra na empresa do Metro

Utentes dos transportes urbanos de Coimbra estão contra a integração destes serviços municipais na empresa Metro Mondego (MM), criada para instalar um metropolitano ligeiro de superfície no ramal ferroviário da Lousã e na cidade de Coimbra.

Utentes estão contra a integração de transportes urbanos de Coimbra na empresa do Metro Mondego

Utentes estão contra a integração de transportes urbanos de Coimbra na empresa do Metro Mondego

© Reuters Photographer / Reuter

A comissão de Utentes dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC) está preocupada com as declarações do presidente da Câmara de Coimbra, Manuel Machado (PS), admitindo "a integração dos SMTUC na empresa MM", afirma aquela estrutura, numa nota hoje divulgada.

Essa integração "poderá conduzir ao desmembramento e privatização" dos SMTUC, alerta a Comissão, que se reuniu, a seu pedido, com a administração da empresa municipal, com quem debateu este e outros assuntos.

Para a Comissão de Utentes dos SMTUC, "o caminho que mais interessa à população de Coimbra, não será esse, mas sim o de se exigir as indemnizações compensatórias, como acontece na Carris e nos STCP [empresas de transportes de Lisboa e Porto, respetivamente]".

As indemnizações compensatórias permitirão à empresa fazer "o investimento que possibilite, em conjunto com uma boa gestão, transformar e dinamizar os SMTUC como um serviço de qualidade e ao serviço da população", sustenta a comissão.

O presidente da Câmara de Coimbra tem defendido que os SMTUC devem ser "envolvidos e, se necessário, integrados" na instalação e exploração do futuro metropolitano.

Manuel Machado também tem vindo a reivindicar, junto da administração central, a indemnização compensatória, tal como os seus antecessores (os sociais-democratas João Paulo Barbosa de Melo e Carlos Encarnação) e ele próprio, quando ocupou a presidência do município, entre 1998 e 2001.

A Câmara aprovou, na sua reunião de 25 de janeiro, a atribuição de um subsídio de quase dois milhões de euros (1.938.824 euros) aos SMTUC para "cobrir o custo social dos transportes" durante o primeiro trimestre deste ano.

Além dos subsídios à exploração, cuja previsão para a totalidade de 2016 ronda os 7,7 milhões de euros, a Câmara de Coimbra financia o custo social dos transportes através da receita do estacionamento automóvel na cidade que, em 2015, foi de cerca de 914 mil euros.

Na reunião com responsáveis pelos SMTUC, a Comissão de Utentes também manifestou preocupação com outras questões, designadamente o facto de a empresa dispor de uma "frota muito degradada" e um "desadequado quadro de recursos humanos".

Questões relacionadas com bilhética dos SMTUC foram igualmente debatidas durante o encontro, tendo a Comissão de Utentes proposto, designadamente, que os títulos sejam válidos durante o período de uma hora ("a exemplo do que acontece no Porto e em Lisboa") e que o preço dos bilhetes seja uniforme a partir do carregamento de oito viagens (atualmente a aquisição de quantidades superiores representam, nalguns casos, preços unitários mais elevados).

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