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Homem que matou idosa em Moimenta da Beira condenado a 21 anos de prisão

O Tribunal de Moimenta da Beira condenou hoje a 21 anos de prisão um homem que violou e matou uma idosa e depois atirou o cadáver para um contentor do lixo, em Sarzedo, em fevereiro do ano passado.

Carlos Almeida foi condenado por crimes de violação, homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Carlos Almeida foi condenado por crimes de violação, homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

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Carlos Almeida, de 40 anos, foi condenado pelos crimes de violação (seis anos e meio de prisão), homicídio qualificado (18 anos de prisão) e ocultação de cadáver (um ano e três meses de prisão), o que resultou na pena única de 21 anos de prisão. Terá também de pagar 80 mil euros de indemnização aos filhos da vítima.

O tribunal considerou os três crimes "gravíssimos" e que Carlos Almeida agiu "com frieza e insensibilidade perante as consequências da sua conduta", não confessando o que tinha feito e "tentando afastar de si qualquer responsabilidade".

O juiz presidente explicou que, apesar de Carlos Almeida não ter confessado os factos - pelo contrário, "negou-os e inventou uma história" - e de ninguém o ter visto a praticá-los, o tribunal deu razão à tese da acusação com base em prova indireta.

Ficou provado que a vítima, Esmeralda de Jesus, de 74 anos, esteve em casa de Carlos Almeida e que este, depois de a ter forçado a ter relações sexuais, a matou através de "asfixia mecânica", ou seja, esganando-a.

Um saco do lixo de Carlos Almeida que continha os chinelos e toalhetes com vestígios biológicos da idosa e que foi depositado, juntamente com o cadáver, no contentor situado a poucos metros de sua casa foi importante para a condenação, bem como o facto de as suas botas terem vestígios de sangue.

O tribunal considerou que se tratou de um crime de homicídio qualificado uma vez que o homem se aproveitou da debilidade da vítima, que era idosa e doente, e também atendendo à diferença física que existia entre os dois.

Depois da leitura do acórdão, o juiz presidente realçou o facto de o julgamento ter acabado antes de decorrido um ano da data dos crimes (19 de fevereiro) e apesar de Carlos Almeida só ter sido detido em junho.

"A justiça, neste caso, foi rápida", frisou, acrescentando que as pessoas têm que perceber que a justiça "não pode ser feita na rua".

Na semana passada, vários populares exaltaram-se e insultaram Carlos Almeida quando este chegou ao tribunal, onde foi depois julgado à porta fechada.

Segundo o juiz, esta é uma pena justa, que não serve para vingança, mas sim "para restabelecer a paz social e levar os cidadãos a confiar que as regras são para cumprir por todos".

Lusa

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