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Ministro dos Negócios Estrangeiros destaca excelentes relações com Marrocos

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, destacou hoje a excelência das relações entre Portugal e Marrocos, mas considerou que "ainda há muitas oportunidades por explorar", no final de uma visita oficial de dois dias a Rabat.

Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

MIGUEL A. LOPES / Lusa

O chefe da diplomacia portuguesa concluiu hoje uma visita oficial de dois dias a Marrocos, naquela que foi a sua primeira deslocação a um país do Magrebe, região identificada como prioritária da política externa portuguesa.

Em declarações à Lusa por telefone a partir de Rabat, Santos Silva destacou "a excelência das relações políticas e diplomáticas entre Portugal e Marrocos", dois países que, "além de vizinhos, são amigos".

Atualmente, as relações comerciais entre os dois países, contabilizando o total das importações e exportações, "estão quase a superar o limiar do milhar de milhões de euros", indicou o ministro, que acrescentou outros dados: mais de mil empresas portuguesas têm relações comerciais com Marrocos e mais de 200 empresas portuguesas estão neste momento instaladas no mercado marroquino.

Além disso, estas relações comerciais são assumidas maioritariamente por uma rede de pequenas e médias empresas, "que é a rede que mais emprego cria", sublinhou.

As empresas portuguesas operam em setores tão diversos como as obras públicas, a indústria farmacêutica, os serviços pessoais, incluindo serviços de segurança, importação e exportação de mercadorias, como a cortiça, o turismo, com várias marcas nacionais a construir e a gerir hotéis em Marrocos, existindo ainda gabinetes de estudos e de investigação que atuam nos domínios mais avançados, como novas tecnologias e investigação científica aplicada.

Por outro lado, este país do norte de África tornou-se "o primeiro destino turístico dos portugueses", referiu Santos Silva, que apontou no entanto que "há estrada para percorrer nas relações entre Portugal e Marrocos" e "ainda há muitas oportunidades por explorar".

Na sua visita, o chefe da diplomacia portuguesa encontrou-se com o ministro da Indústria e Comércio marroquino, Moulay Hafid Elalamy, com quem tomou "decisões relativas ao arranque dos trabalhos" do Observatório de Investimentos Luso-Marroquino, cuja criação foi decidida na XII cimeira bilateral, que decorreu em abril do ano passado, em Lisboa.

"É um mecanismo muito importante para pilotar os investimentos recíprocos entre Portugal e Marrocos e ajudar as empresas portuguesas e marroquinas a desenvolverem as respetivas relações comerciais", destacou o ministro.

Com o seu homólogo marroquino, Salaheddine Mezouar, o ministro dos Negócios Estrangeiros debateu aquela que é a "principal preocupação comum": a "estabilidade e a segurança da grande região que vai do norte de áfrica ao Médio Oriente e que é verdadeiramente uma fronteira de segurança da União Europeia e, portanto, de Portugal".

Santos Silva destacou que Portugal tem "muito boas relações com os diferentes países desta região", o que coloca o país numa "posição muito interessante de mediador, de um país que pode ajudar, na sua medida, a estabilizar a região".

Também o problema das migrações foi abordado, sendo Marrocos "um dos países mais importantes na regulação dos fluxos migratórios", bem como o combate ao terrorismo, uma vez que Portugal e Marrocos integram a coligação internacional ao grupo radical Estado Islâmico.

Os dois governantes discutiram ainda a situação na África Ocidental, em particular a instabilidade política que se vive na Guiné-Bissau, assim como as questões dos acordos entre a União Europeia e Marrocos, em que Lisboa é "parte ativa".

Durante a deslocação, Santos Silva encontrou-se com empresários, quadros e trabalhadores portugueses a trabalhar em Marrocos, alguns estabelecidos há dezenas de anos naquele país.

O ministro realizou uma visita de cortesia ao chefe do Governo marroquino -- como é oficialmente designado o primeiro-ministro marroquino --, Abdelilah Benkirane. No programa estava prevista uma audiência com o rei de Marrocos, Mohamed VI, mas por questões de agenda do monarca o encontro foi cancelado, disse à Lusa fonte do gabinete do ministro.

Lusa

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