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Emigrantes portugueses atraídos pela "qualidade de vida" no Chipre

O ex-futebolista internacional Pedro Emanuel, atualmente à frente de uma equipa em Limassol, é um dos cerca de 250 membros da comunidade portuguesa em Chipre, país de que os emigrantes destacam o bom clima e a qualidade de vida.

O antigo jogador internacional de futebol Pedro Emanuel foi um dos participantes num encontro com elementos da comunidade portuguesa residente em Chipre, em que participou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, que se encontra até sábado no país.

"O meu filho é um grande fã seu. Vou chegar a casa e dizer que estive com o Pedro Emanuel", afirmou o governante - que disse ser adepto do Salgueiros -, recordando a ocasião em que o jogador marcou um golo que garantiu a vitória do Futebol Clube do Porto numa Taça Intercontinental.

Treinador do Apollon Limassol desde julho passado, Pedro Emanuel conta com uma equipa técnica e cinco jogadores portugueses e afirma que Chipre é um país "extremamente agradável".

"Curiosamente, há bastantes equipas aqui em que o capitão é um português", disse à Lusa Virgílio Fernandes, da equipa técnica do Apollon.

Os jogadores garantem estar a gostar da experiência, embora saibam que pode ser por pouco tempo.

"Aqui não têm muita paciência, é frequente mudarem de treinador duas ou três vezes num ano", disse Pedro Emanuel, cuja equipa está em terceiro lugar no campeonato.

Bruno Silva e Nádia Ferreira vivem em Chipre há cerca de ano e meio e entretanto já nasceu neste país a terceira filha.

"É muito seguro, a vida aqui é muito fácil, conseguimos fazer muitas coisas com as crianças", relatou à Lusa Bruno Silva, que trabalha numa empresa de logística.

Nádia Ferreira confirma que "toda a gente se conhece" e há um "espírito de vizinhança" que faz com que se sintam acompanhados.

Álvaro Marinho chegou a Limassol há mais de dois anos e garante que não quer sair daqui.

"Faz lembrar Portugal há 30 anos, parece uma aldeia. Há uma grande segurança", disse à Lusa o analista de mercados financeiros, que apenas lamentou estar longe da família.

Nas eleições presidenciais de janeiro passado, os portugueses votaram pela primeira vez em Chipre. Dos 15 eleitores recenseados, dez participaram nas eleições e elegeram Marcelo Rebelo de Sousa.

Santos Silva participou hoje, em Chipre, na terceira reunião do Grupo Informal do Mediterrâneo (Med Group) e, depois do encontro com elementos da comunidade portuguesa, participa num jantar com o seu homólogo cipriota, Ioannis Kasoulides, o presidente da Câmara dos Representantes, Yiannakis Omirou, e o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Myron Nicolatos.

No sábado, o governante português encontra-se com o mediador das Nações Unidas para o Chipre, o norueguês Espen Barth Eide, e visita depois a zona que divide o território sob administração da República de Chipre e a autoproclamada República Turca de Chipre do Norte.

Lusa

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