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Assassinio de mulheres deixou 46 filhos órfãos de mãe em 2015

Quarenta e seis crianças e jovens ficaram órfãos de mãe em 2015 depois de a progenitora ter sido assassinada, revelou hoje a UMAR.

© Rafael Marchante / Reuters

De acordo com os dados do Observatório de Mulheres Assassinadas (OMA), da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), divulgados hoje, 29 mulheres foram assassinadas no ano passado e outras 39 foram vítimas de tentativa de homicídio.

Na sequência desses crimes, o OMA contabilizou 73 filhos das vítimas, entre 46 filhos de mulheres assassinadas e 27 de mulheres vítimas de tentativa de homicídio.

"Deste número (73 filhos) aferido nas notícias registadas pelo OMA, concluímos que 24 eram filhos da vítima, 41 eram filhos comuns (da vítima e do homicida/agressor) e oito eram-no somente do homicida/agressor", lê-se no relatório.

De acordo com o OMA, 16 dos filhos assistiram à agressão de que a mãe foi alvo, sendo que em dois casos, num um jovem de 23 anos e noutro uma criança de cinco, foram também assassinados, o primeiro pelo padrasto, o segundo pelo pai.

O OMA faz de seguida uma análise comparativa dos anos de 2012 a 2014 e conclui ter já contabilizado 305 filhos/as, sendo que 163 ficaram órfãos de mãe.

A UMAR aproveita para defender a junção de estratégias de proteção das vítimas e de repressão dos agressores que, aliadas à separação, se traduzam no aumento da segurança das vítimas e que respondam eficazmente às suas necessidades de proteção e apoio.

"Tudo, aliado a estratégias de prevenção primária poderão conduzir a uma diminuição de femicídios consumados e tentados registados em Portugal", defende a organização.

Lusa

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