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Irmã de jovem morto em Portimão acolhida temporariamente em instituição

A criança de 6 meses, irmã do jovem encontrado morto na quinta-feira em Portimão, Algarve, foi hoje acolhida temporariamente numa instituição com o consentimento da mãe.

A mãe consentiu o acolhimento temporário

A mãe consentiu o acolhimento temporário

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Segundo Paulo Macedo, jurista da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ), a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Portimão "aplicou uma medida cautelar de acolhimento residencial [da criança], com o consentimento da mãe" da menina, tendo em conta a situação vivida pela família.

A criança vai ser agora colocada numa instituição do Algarve durante um período máximo que pode ir até seis meses. Contudo, Paulo Macedo sublinhou que não está ainda definido o período de tempo que a criança vai ficar temporariamente institucionalizada.

"Durante este período, a CPCJ vai recolher mais informação e trabalhar em conjunto com a mãe da criança para fazer uma avaliação e um diagnóstico da situação, com vista à tomada de uma decisão segura e definitiva quanto ao futuro", explicou este responsável.

Caso a mãe não tivesse dado o consentimento para que a filha fosse acolhida provisoriamente numa instituição, o processo teria obrigatoriamente de seguir para o tribunal, o que não veio a acontecer em função do aval da progenitora, acrescentou Paulo Macedo.

O corpo do jovem de 15 anos foi encontrado na quarta-feira num terreno baldio nas imediações da casa onde vivia, em Portimão, pouco depois das 09:00, entre o sítio das Vendas e o Malheiro, junto a uma das principais entradas para a cidade.

O corpo foi, entretanto, reclamado pelo pai e será levantado durante a tarde de hoje, informou o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses.

O velório do jovem está previsto ocorrer a partir das 18:00 na igreja da Misericórdia, em Estômbar, concelho de Portimão, local onde reside o pai do adolescente.

As cerimónias fúnebres estão marcadas para sábado na Igreja Matriz de Estômbar, a partir das 09:30.

Fonte da Polícia Judiciária (PJ), em Lisboa, confirmou hoje à Lusa que o padrasto do adolescente é o principal suspeito do homicídio, acrescentando que o mesmo se encontra no Brasil, de onde é natural.

O crime, segundo a PJ, terá ocorrido após uma discussão entre o padrasto e o jovem.

A vítima frequentava um curso de Cozinha na cidade de Lagoa, tendo faltado às aulas três dias antes de a mãe ter comunicado às autoridades o seu desaparecimento, a 22 de fevereiro, dia em que o padrasto terá viajado para o Brasil.

A mãe do jovem já foi inquirida várias vezes pelos inspetores da PJ, mas sempre na qualidade de testemunha, mantendo, atualmente, esse estatuto.

Lusa

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