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Segundo dia de congresso PSD com debate político e nova direção

O 36.º Congresso do PSD prossegue hoje, num dia dedicado à discussão política e em que vão ser conhecidos os nomes propostos por Pedro Passos Coelho para a sua equipa dirigente dos próximos dois anos.

LUSA

As listas aos órgãos nacionais do PSD têm de ser entregues até às 19:00 de hoje, segundo dia do Congresso Nacional do PSD, que decorre em Espinho, no distrito de Aveiro.

Na sexta-feira, primeiro dia de trabalhos, o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, fez um discurso de mais de uma hora, no qual, apesar de deixar críticas ao atual Governo, reconheceu legitimidade à maioria PS/PCP/BE - que classificou até de "consistente".

"Apesar das arestas que ainda não estão limadas, esta maioria tem vindo a ganhar consistência, devemos reconhecê-lo - o PCP, o BE e o PS podem aos olhos de muitos constituir uma maioria um pouco estranha, mas não há dúvida que se tem vindo a revelar uma maioria consistente", afirmou.

No seu discurso de abertura, Passos considerou que, com "um bocadinho mais de zelo" da parte do Governo do PS, o défice do Estado em 2015 teria sido inferior a 3% e deu eco ao alerta da agência de notação financeira canadiana DBRS, que admitiu cortar o 'rating' português, considerando que se tal acontecer o país "dificilmente escapará a novo pedido ajuda externa".

Por outro lado, o presidente do PSD aproveitou para relançar duas propostas da sua liderança: a reforma da Segurança Social e a do sistema eleitoral, considerando que agora que não há "eleições à vista" é tempo de repensar a forma como os deputados são escolhidos.

O discurso inaugural de Passos Coelho serviu ainda para o presidente do PSD enviar, a partir de Espinho, "com muito afeto, um abraço muito forte" ao novo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

O ex-primeiro-ministro falou cerca de cinco minutos sobre o "novo ciclo presidencial" e definiu os princípios que devem nortear a ação do chefe de Estado, entre os quais "garantir um exercício absolutamente à margem dos partidos", "intervir com pensamento e ação, arriscando ter posição e marcar a diferença" e ter "presente o interesse estratégico nacional, mais do que a espuma dos dias".

Seguiu-se até perto da 01:30 a discussão de 14 das 27 propostas temáticas -- nesta fase, com a sala com grandes clareiras e muitos congressistas a conversarem nos corredores -, um debate que prosseguirá hoje a partir das 10:30.

O resto do dia será dedicado às intervenções políticas, terminando com a votação das propostas levadas ao Congresso.

Lusa

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