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Família do estudante morto no Porto avança com processo-crime contra terceiros

A família do estudante universitário que morreu na sexta-feira no Porto alegadamente por queda involuntária após uma desavença vai intentar um processo-crime contra terceiros, afirmou hoje à Lusa a advogada da família.

Joel Rafael estudante universitário assassinado no parque de estacionamento da FEUP (Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto)

Joel Rafael estudante universitário assassinado no parque de estacionamento da FEUP (Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto)

"Existem motivos para que, na realidade, haja processo-crime em vários parâmetros", disse a jurista.

Um jovem de 20 anos, estudante do Instituto Superior de Contabilidade e Administração, do Politécnico do Porto, apareceu ferido na zona do polo universitário da Asprela, nesta cidade, na sexta-feira e foi assistido pelo INEM, vindo a morrer no Hospital de São João.

Os indícios recolhidos sobre a morte do estudante universitário sugerem que houve "uma queda involuntária" da própria vítima, disse nesse dia à Lusa fonte da Polícia Judiciária.

A PJ vai continuar a recolher depoimentos dos elementos envolvidos, mas todos os indícios "recaem sobre a hipótese da queda como razão da morte do estudante, na sequência de uma desavença, embora falte ainda conhecer os resultados da autópsia", referiu à Lusa fonte daquela força policial.

"A queda dever-se-á a uma intervenção voluntária de uma amiga que tentou separar a vítima dos agressores. E foi nessa separação que terá caído e não voltou a levantar-se", explicou a mesma fonte, segundo a qual estas informações têm na sua base as diligências da Judiciária e a recolha de imagens captadas por câmaras de videovigilância.

A advogada realçou ainda não ter tido mais informações por parte da PJ, nem acesso às filmagens recolhidas por esta.

Lusa

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