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Seis reclusos romenos em greve de fome há 8 dias na cadeia de Custóias

Seis reclusos romenos do Estabelecimento Prisional do Custóias, no Porto, estão em greve de fome há oito dias, contra a alegada discriminação por parte da Justiça portuguesa, informou hoje o advogado de um dos grevistas.

(Arquivo/Reuters)

(Arquivo/Reuters)

© Stephen Lam / Reuters

Fernando Moura disse à Lusa que o estado de saúde dos grevistas "já começa a ser muito, muito complicado".

"E agora já admitem entrar também em greve de sede, o que irá, certamente, agravar ainda mais o seu quadro clínico", acrescentou.

Contactada pela Lusa, fonte da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais refere que o estado de saúde dos reclusos "se mantém estável e dentro dos parâmetros próprios a quem se encontra em greve de fome".

Acrescenta que, como decorre do legalmente previsto, os reclusos foram separados da restante população prisional e estão a ser objeto de "acompanhamento clínico adequado".

Sublinha que os motivos da greve "em nada se prendem com o estabelecimento e/ou com o sistema prisional.

Segundo Fernando Moura, os reclusos, todos em prisão preventiva por furtos, dizem-se "discriminados" pela Justiça portuguesa.

"Estamos a falar de pequenos furtos, mas o que acontece é que os processos acabam por ser todos juntos para parecer uma coisa em grande e para assim de alguma forma justificar a prisão preventiva", acrescentou.

Disse ainda que os reclusos se queixam que o tribunal escolhe sempre, para os seus processos, uma tradutora da Moldávia, que não consegue traduzir corretamente a língua romena, acabando por os prejudicar, nomeadamente no que se refere às escutas telefónicas.

"Já avisámos a Amnistia Internacional e o governo romeno para o caso daqueles reclusos, que em breve pode assumir contornos dramáticos", concluiu Fernando Moura.

Inicialmente, estavam oito reclusos em greve de fome, mas dois entretanto desistiram daquela forma de protesto.

Lusa

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