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Costa diz que continuam as negociações com os EUA sobre a base das Lajes

O primeiro-ministro afirmou hoje que continuam em curso as negociações entre Portugal e os Estados Unidos sobre a utilização da base das Lajes e defendeu uma utilização alternativa científica na meteorologia, vulcanologia e oceanografia.

TIAGO PETINGA

António Costa falava em conferência de imprensa conjunta com o presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, a ouvi-lo, depois de questionado sobre a exigência de uma indemnização aos Estados Unidos na ordem dos 175 milhões de euros pela adoção do seu plano de desinvestimento na base das Lajes.

"As negociações não estão encerradas nem tomadas decisões finais pelos Estados Unidos sobre a utilização da base das Lajes. Essas negociações prosseguem, a avaliação dos Estados Unidos sobre o seu posicionamento final também prossegue e, como tal, estamos perante uma matéria ainda não encerrada no quadro do relacionamento com os Estados Unidos da América", disse.

Neste ponto, o primeiro-ministro salientou apenas que o relacionamento entre Portugal e os Estados Unidos "é muito importante do ponto de vista estratégico".

"Os próprios Estados Unidos estão ainda a avaliar qual a sua posição final ao nível do seu grau de envolvimento e manutenção da base das Lajes", reiterou o líder do executivo.

Atualmente, a base das Lajes (situada no município da Praia da Vitória, na ilha Terceira, Açores) emprega diretamente apenas 365 trabalhadores portugueses, quando esse número era de 800 no início de 2015 quando começou o processo de redução da presença norte-americana.

Em termos de postos de trabalho indiretos e de perdas para a economia local, os impactos desta redução foram também muito elevados, sobretudo para a Praia da Vitória.

Na conferência de imprensa, o primeiro-ministro referiu que a base das Lajes poderá ter aproveitamento ao nível da atividades científicas, em cooperação entre a Universidade dos Açores e outras norte-americanas.

"Poderá haver uma plataforma científica nas áreas da meteorologia, vulcanologia e oceanografia, permitindo-se valorizar a importância científica da centralidade atlântica desta Região Autónoma", advogou António Costa.

Lusa

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