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PM recebido em Ermesinde com pedidos de obras em escola e contestação a portagem

O primeiro-ministro, António Costa, foi hoje recebido em Ermesinde, concelho de Valongo, por alunos que pedem obras na escola secundária local e por uma comissão de utentes que reivindica o fim de portagens no pórtico de Alfena da A41.

HUGO DELGADO

António Costa está de visita a Valongo para inaugurar a Loja de Cidadão do concelho, um equipamento que fica localizado no centro de Ermesinde.

Com cartazes onde se lê "Temos bons resultados, merecemos uma escola melhor", cerca de duas dezenas de alunos acompanhados pela direção da escola secundária de Ermesinde pedem obras no equipamento, tendo preparada uma petição com cerca de 2.000 assinaturas.

Em causa está uma escola que tem cerca de 30 anos e chegou a constar da fase três do projeto global de empreitadas no âmbito da empresa Parque Escolar com obras marcadas para 2011 que nunca se concretizaram.

Em abril do ano passado, em declarações à agência Lusa por ocasião de uma vigília noturna que reuniu cerca de 300 pessoas junto à escola, o diretor da Secundária de Ermesinde, Álvaro Pereira, lamentou ter visto "alunos de luvas nas salas de aulas no último inverno" e disse ser "constrangedor" assistir "ano após ano à saída de estudantes para escolas vizinhas por essas terem melhores condições".

A escola Secundária de Ermesinde é frequentada por cerca de 1.500 alunos, mas este já foi um estabelecimento de ensino sobrelotado com mais de 2.700 estudantes, tendo capacidade para acolher cerca de 2.000.

O Grupo de Utentes da A41/Núcleo de Alfena, concelho de Valongo, também esperava o primeiro-ministro com uma faixa em que se lê "Não às portagens". E uma carta a dar conta das suas reivindicações.

Em declarações à Lusa na quarta-feira o representante do grupo, Nicolau Ferreira, explicou que em causa está a reivindicação pela retirada do pórtico e "o fim de uma portagem que cria uma desigualdade na região".

"Alguém de Alfena que necessite chegar à Maia, ao Porto ou partir para a A3 em direção a Braga, por exemplo, é obrigado a pagar por escassos 800 metros", referiu o representante do movimento que no início de abril protagonizou um "buzinão" junto à rotunda de Alfena.

Lusa