sicnot

Perfil

País

Quercus quer saber localização de "cinzas perigosas" da Lipor

A Quercus questionou hoje qual o destino dado pela Lipor às cinzas da sua central de incineração que diz serem perigosas e que devem ser enviadas para tratamento em unidades especializadas.

(Arquivo)

(Arquivo)

© Henry Romero / Reuters

"Levanta-se a questão de saber qual tem sido o destino das cinzas perigosas da Lipor produzidas nos últimos meses", refere a associação ambientalista em comunicado hoje divulgado.

Segundo a Quercus, a empresa Lipor "pretendia enviar para um aterro de resíduos não perigosos as cinzas volantes provenientes da sua central de incineração de resíduos urbanos após as mesmas passarem por um processo de solidificação com cimento".

Os ambientalistas referem ter tido acesso a uma carta da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) segundo a qual "o processo de solidificação das cinzas perigosas, através da adição de cimento, não elimina a perigosidade das cinzas".

Defende a Quercus que "mesmo com o cimento, as cinzas volantes da central de incineração da Lipor continuam a ser classificadas como resíduos perigosos".

Por esse motivo devem essas "cinzas perigosas" ser "encaminhadas para tratamento em unidades especializadas neste tipo de resíduos perigosos e não para aterros de resíduos banais como a Lipor pretendia".

Perante a informação de que a Lipor procurava um novo aterro para o efeito, a Quercus quer agora "saber onde estão a ser colocadas essas cinzas perigosas".

"A célula da Lipor terá enchido, o que fez entretanto?", questiona Rui Berkemeier, Coordenador do Centro de Informação de Resíduos da Quercus segundo o qual "o Ministério do Ambiente tem de saber junto da Lipor o que se está a passar com as cinzas perigosas".

A associação ambientalista diz ainda ter já questionado por três vezes os serviços do Ministério do Ambiente sobre a "não existência de licença da Lipor para o tratamento de resíduos perigosos".

"Até à data ainda não houve qualquer resposta, o que é inaceitável", criticam.

Lusa

  • "Só numa ditadura é possível tentar esconder o número de vítimas"
    0:51

    Tragédia em Pedrógão Grande

    O primeiro-ministro diz que é "lamentável" a tentativa de aproveitamento político à volta dos incêndios. António Costa esteve esta quarta-feira à tarde na Autoridade Nacional de Proteção Civil e, no final do briefing, disse que é preciso confiança nas instituições do Estado. O primeiro-ministro deixou ainda muitas críticas à oposição no caso da lista de vítimas de Pedrógão Grande.

  • Sociedade de Pneumologia recomenda cuidados com calor e incêndios

    País

    A Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) alertou esta quarta-feira para os riscos respiratórios decorrentes dos incêndios e temperaturas elevadas, sobretudo para quem sofre de doenças crónicas, propondo medidas preventivas e recordando o aumento de mortalidade associado ao calor.

  • E os 10 mais ricos de Portugal são...

    Economia

    A família Amorim lidera a lista dos mais ricos do país, com uma fortuna avaliada em 3840 milhões de euros. Em segundo lugar surge Alexandre Soares dos Santos com 2532 milhões de euros. A família Guimarães de Mello ainda entra para o top 3, com um valor de 1471 milhões de euros. A lista foi elaborada pela revista EXAME, que conclui que os ricos estão ainda mais ricos, pela quarta vez consecutiva.

    Bárbara Ferreira

  • "Estou grávida! Estou a morrer!"
    1:14
  • Mulher vive sozinha numa ilha há 40 anos

    Mundo

    Zoe Lucas é a única pessoa a viver numa ilha canadiana, no norte do Atlântico. Nas últimas quatro décadas, a mulher de 67 tem partilhado a ilha Sable com cerca de 400 cavalos selvagens e 350 espécies de pássaros.