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Portugal tem 12.800 "escravos modernos"

Há cerca de 12.800 "escravos modernos" em Portugal. Os números são apresentados no Índice de Escravatura Global, um relatório elaborado pela Fundação australiana Walk Free. O documento analisou 167 países. Em termos percentuais, Portugal é o número 49 da lista.

Segundo o relatório da Walk Free, uma fundação criada em 2012 pelo casal filantropo australiano Andrew e Nicola Forrest, e pela filha de ambos, Grace, a percentagem estimada de escravos modernos em Portugal é de 0,123%.

Quanto à cotação atribuída a cada país, para que obtenham cotação "BBB" (a quarta melhor), que foi a conseguida por Portugal, é necessário que, entre outros critérios, os governos tenham encetado respostas à escravatura moderna com programas de apoio às vítimas e uma resposta forte ao nível da justiça criminal.

Em declarações à agência Lusa, a australiana Fiona David, diretora executiva do Departamento de Investigação Global da Fundação Walk Free, que liderou os trabalhos nos 167 países analisados no Índice, disse que esteve em Portugal no início deste ano e que uma das "coisas boas" que viu "foi a grande importância e a seriedade dada pelo Governo português à questão".

"Atribuímos a Portugal o rating de 65 pontos (65,22) nos esforços para combater o trabalho forçado, o que demonstra que tem havido muitas pessoas envolvidas e muito trabalho feito", referiu, acrescentando que "há ainda muito a fazer em Portugal, tal como, de resto, em todo o mundo".

Portugal tem cerca de 12.800 pessoas a trabalhar sob qualquer forma de escravatura e, por isso, "é importante que o Governo se mantenha empenhado", frisou Fiona David.

Entre os países lusófonos na lista, Angola é o que ocupa o pior lugar do ranking. A Coreia do Norte, o Uzbequistão, o Camboja e a Índia são os Estados com maior índice de prevalência de "escravatura moderna".

Com Lusa

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