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Presidente da República diz que é preciso evitar juízos negativos sobre envelhecimento

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou hoje que é preciso evitar a incompreensão, a censura e os juízos negativos sobre o envelhecimento.

M\303\201RIO CRUZ

"Há que evitar na sociedade portuguesa uma espécie de censura, de juízo negativo, associado ao envelhecimento e associado aos idosos e associado à chamada terceira e quarta idade. Nada como perceber que o envelhecimento é um fenómeno natural das pessoas, [tal] como das sociedades", afirmou.

Marcelo Rebelo de Sousa falava no Fundão, distrito de Castelo Branco, durante a sessão de encerramento do Congresso Nacional das Misericórdias, que teve como tema central o envelhecimento ativo.

Durante a intervenção, Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou que é preciso evitar "os riscos de incompreensão" do envelhecimento e promover a o equilíbrio intergeracional.

Lembrando a sua experiência partidária, o chefe de Estado recordou que, por exemplo, nas juventudes partidárias por vezes se considera que os mais velhos devem abandonar os lugares que ocupam e que, do outro lado, há também quem, por vezes, olhe com suspeição para os mais jovens.

Ora, "não faz sentido este entendimento", disse.

"Todos somos comunidade, todos somos Portugal, todos temos um papel a desempenhar", fundamentou.

Marcelo Rebelo de Sousa vincou que, na sociedade, há problemas a enfrentar, que não se podem agravar com "pressuposições e preconceitos culturais".

O presidente da República sublinhou que a "justiça intergeracional" tem de se fazer nos dois sentidos, até porque "as crianças e jovens de hoje serão também pais, avôs, bisavôs e trisavôs".

"Em termos de reciprocidade é importante, obviamente, garantir na sustentabilidade social o futuro daqueles que ainda hoje não existem, mas é também de respeitar a situação específica daqueles que existem e que foram jovens, como foram crianças, e que tiveram um contributo na sociedade de hoje", acrescentou.

Na sessão, Marcelo Rebelo de Sousa também não esqueceu o papel das misericórdias, em cujas funções não acredita que possam ser substituídas pelos privados ou mesmo pelo Estado.

Explicando que por vezes "fruto da ignorância do papel" destas instituições, surgem dúvidas sobre as mesmas, referiu que uma das questões se prende com a possibilidade de substituição pelo setor privado lucrativo: "A resposta é simples, não, não pode. Não tem podido e não pode".

"O setor privado lucrativo tem uma função importante a desempenhar em Portugal, mas há áreas de ação social em que é imprescindível o papel das misericórdias", fundamentou, considerando que tal também se aplica à eventual substituição por outras instituições do setor social ou mesmo pelo Estado.

Lusa

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