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Nutricionistas dizem que é imperativo promover alimentos saudáveis nos locais do SNS

A Bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Alexandra Bento, afirmou hoje que era um imperativo promover alimentos saudáveis nas máquinas de venda automática em locais do Serviço Nacional de Saúde e aplaude a medida do Governo.

"Esta medida em concreto publicada em Diário da República que se relaciona que as vending machines, portanto as máquinas de venda automática que estão presentes nos espaços do Serviço Nacional de Saúde, só lhe posso dizer que promover alimentos saudáveis e alimentação saudável em locais que são do Estado tem que ser um imperativo porque aqui o Ministério da Saúde dá verdadeiramente o exemplo", declarou hoje à Lusa Alexandra Bento.

Um despacho do Ministério da Saúde publicado na segunda-feira em Diário da República, que entra em vigor dentro de três meses, informa que os centros de saúde, hospitais e unidades locais de saúde têm seis meses para rever os contratos com as empresas de máquinas automáticas para impedir a venda de produtos prejudiciais à saúde.

Segundo o despacho, os centros de saúde e os hospitais, assim como toda e qualquer instituição do Ministério da Saúde, vão ser proibidos de ter máquinas de venda automática de alimentos com excesso de calorias e em particular com altos teores de sal, de açúcar e de gorduras trans, processadas a nível industrial.

Assim, fica proibida a venda de salgados, pastelaria, pão e afins com recheios doces, charcutaria, sandes com molhos de maionese, ketchup ou mostarda, bolachas ou biscoitos muito gordos ou açucarados, guloseimas, snacks, sobremesas, refeições rápidas, chocolates grandes e bebidas com álcool.

Também as máquinas de venda de bebidas quentes têm que reduzir a quantidade de açúcar que pode ser adicionado (até um máximo de cinco gramas).

Em declarações à Lusa na sequência da publicação deste despacho, a bastonária da Ordem dos Nutricionistas refere que esta é "uma grande medida, porque se consegue vislumbrar que o Ministério da Saúde está muito atento aos problemas da Saúde através da alimentação".

"Só posso aplaudir a medida do Ministério da Saúde para promover uma alimentação saudável. Tudo o que seja medidas que o Ministério da Saúde venha a desenvolver neste sentido a Ordem dos Nutricionistas só pode aplaudir", conclui Alexandra Bento.

Em fevereiro deste ano, o Ministério da Saúde avançava à Lusa que pretendia reduzir a quantidade de sal nas sopas e pratos confecionados nos restaurantes, até ao final de 2016, e que essa era apenas uma das 14 propostas que o Governo queria concretizar para diminuir o consumo excessivo de sal até 2025 e atingir as metas da Organização Mundial de Saúde.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) e a União Europeia já recomendaram que Portugal reduza o consumo de sal, entre 3% a 4% ao ano, durante os próximos quatro anos, para que em 2025 o país consiga ter um consumo de sal de apenas cinco gramas por dia, por pessoa, ao contrário das atuais 11 gramas.

Cortar para metade a gramagem de açúcar nos pacotinhos que acompanham o café, reformular os alimentos em parceria com a indústria alimentar e educar nas escolas com ações para reduzir a sacarose e que são propostas que a Direção-Geral de Saúde (DGS) entregou ao Ministério da Saúde.

Reduzir para três ou quatro gramas o açúcar contido nos atuais pacotes que costumam acompanhar os tradicionais cafés, e que trazem sete ou oito gramas, e só dar açucar ao consumidor quando pedido é outra das medidas que a DGS entregou no Ministério da Saúde.

Lusa

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