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Procedimentos para colocar espião português em prisão domiciliária já foram iniciados

A Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) informou hoje que já iniciou procedimentos relativos ao pedido de vigilância eletrónica que permitirá ao funcionário do SIS detido em Roma por suspeita de espionagem ficar em prisão domiciliária enquanto decorre o inquérito.

Em resposta a agência Lusa, a DGRSP informa que a solicitação deu entrada ao princípio da tarde de quarta-feira, tendo "iniciado os procedimentos previstos, tendo embora, de acordo com a lei, cinco dias úteis para satisfazer o pedido".

O funcionário do SIS detido em Roma por alegada espionagem e outros crimes ficou na quarta-feira em prisão preventiva por decisão do juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) Ivo Rosa, mas com possibilidade de aplicação da medida de coação de Obrigação de Permanência na Habitação com vigilância eletrónica, logo que estivessem preenchidos os requisitos necessários.

Segundo os investigadores da operação "Top Secret", o funcionário do SIS é suspeito de transmissão de informações a troco de dinheiro a um agente dos serviços de informações russo, tendo na quarta-feira o juiz do TCIC decidido que Frederico Carvalhão Gil está fortemente indiciado dos crimes de violação do segredo de Estado, espionagem e corrupção, deixando contudo de constar o crime de branqueamento de capitais.

Na terça-feira, o advogado de defesa, José Preto, adiantou á Lusa que Frederico Carvalhão Gil refuta as imputações do Ministério Público, designadamente que terá vendido segredos da NATO, alegando também que houve "um conjunto de irregularidades" relacionadas com a detenção ocorrida a 21 de maio em Roma.

Lusa

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    Rita Pedras