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CDS não vai à manifestação pela escola pública porque se recusa unir à FENPROF

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, afirmou que o partido não vai participar na Marcha em Defesa da Escola Pública que se realiza hoje, em Lisboa, porque se recusa a estar ao lado da Federação Nacional dos Professores (Fenprof).

"Só não vamos à manifestação sobre a escola pública porque nos recusamos a estar ao lado da Fenprof porque é a maior destruidora da escola pública que nós conhecemos. Essa é a única razão pela qual não vamos", disse na sexta-feira à noite, durante a cerimónia de tomada de posse da Comissão Política Concelhia do CDS-PP do Porto.

A líder centrista salientou que o CDS-PP defende todos os tipos de escola, mas não aceita estar ao lado do secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, porque "o que quer é simplesmente manter o seu poder sindical e o seu poder reivindicativo".

Durante o seu discurso, Assunção Cristas frisou que o partido defende uma escola de qualidade e para todos, seja ela de setor público, privado ou cooperativo.

"Defendemos uma escola de qualidade para todos", vincou.

A Marcha em Defesa da Escola Pública, que tem na Fenprof um dos principais promotores e organizadores, foi convocada no final de maio, numa altura em que os colégios privados com contrato de associação se desdobravam em ações diárias para contestar a anunciada redução do número de turmas financiadas pelo Estado em estabelecimentos particulares já a partir do próximo ano letivo.

Em anteriores declarações à Lusa, Mário Nogueira explicou que esta iniciativa pretende ser um momento "de afirmação" desta instituição, de celebração da sua diversidade, com todos e contra ninguém.

"É uma marcha da diversidade. Não é uma marcha de uma cor só, é uma marcha de todas as cores, é uma marcha da diversidade e da democracia, e, quando assim é, acho que vai ser uma festa em torno da escola pública, que bem merece que as pessoas a saúdem e que a defendam", ressalvou.

Esta iniciativa recolhe o apoio de toda a esquerda parlamentar. Na passada semana o PS apelou, em comunicado, à participação na marcha. Bloco de Esquerda, PCP e PS anunciaram a sua presença no evento, com as confirmações de Catarina Martins, Jerónimo de Sousa e uma delegação de deputados socialistas.

A marcha tem início pelas 14:30, com uma concentração no Marquês de Pombal, onde a organização prevê ter algumas intervenções públicas, entre as quais a da ex-secretária de Estado Ana Benavente, e do secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos. O desfile segue depois pela Avenida da Liberdade até terminar no Rossio.

Lusa

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