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PJ aguarda autorização clínica para interrogar mulher que se atirou com o filho ao rio Cávado

A Polícia Judiciária (PJ) de Braga aguarda "luz verde" clínica para interrogar a mulher que na sexta-feira se atirou com o filho ao rio, em Barcelos, e que é "suspeita" de um crime de homicídio qualificado.

HUGO DELGADO

"Até agora, ainda não houve condições, por indicação médica, de interrogar a mulher", referiu à Lusa fonte da PJ.

Segundo a fonte, a mulher, neste momento, é "suspeita de um crime de homicídio qualificado na forma consumada", já que o filho acabou por morrer.

O Ministério Público informou, na sexta-feira, que determinou a abertura de um inquérito para investigação dos factos, sublinhando que eles "podem integrar, em abstrato, a prática de infração criminal de natureza pública, nomeadamente o crime de homicídio qualificado".

Fonte do Hospital de Braga disse à Lusa que a mulher está "estável" mas continua sob vigilância clínica, não devendo ter alta durante o dia de hoje.

Uma mulher de 37 anos atirou-se, ao início da tarde de sexta-feira, da ponte de Rio Covo Santa Eugénia, em Barcelos, com um filho de seis anos ao colo.

Pouco depois, a mulher foi resgatada da água por um popular, que para o efeito utilizou o seu barco.

O corpo do menino só foi encontrado na tarde de hoje, por mergulhadores dos bombeiros.

Lusa

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