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Aeronave acidentada tinha regressado quinta-feira de "grande manutenção"

A aeronave que caiu no domingo, no Alentejo, provocando um morto e quatro feridos, tinha "regressado, na quinta-feira, de uma grande intervenção de manutenção", disse hoje à Lusa o grupo proprietário da empresa de paraquedismo promotora do voo.

(arquivo)

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O Grupo 7Air, detentor da empresa de paraquedismo Skyfall, em informações por escrito enviadas à agência Lusa, revelou que a aeronave acidentada, "propriedade de uma empresa alemã", tinha "regressado, na quinta-feira passada, de uma grande intervenção de manutenção".

"E encontrava-se ao serviço da Skyfall, a trabalhar, no passado fim de semana, com outras escolas de paraquedismo", acrescentou a administração do grupo, no comunicado.

Nas informações prestadas à agência Lusa, a Skyfall e o Grupo 7Air afirmam lamentar "profundamente a perda do piloto, vítima do acidente aeronáutico" ocorrido no domingo, na zona de Canhestros, no concelho de Ferreira do Alentejo, no distrito de Beja.

O piloto, um homem de nacionalidade belga, era "um grande profissional que merecia todo o nosso respeito e consideração", destacou a administração da empresa.

"À família enlutada, endereçamos o nosso profundo pesar", acrescentou o Grupo 7Air, endereçando também "o rápido restabelecimento" aos sete sobreviventes do acidente, "em particular aos dois feridos graves que estão, neste momento, a ser acompanhados nas unidades hospitalares".

A Skyfall e o Grupo 7Air referiram ainda estar "a colaborar empenhadamente" com o Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves (GPIAA), assim como com as demais autoridades, "no sentido de averiguar integralmente o sucedido".

O diretor do GPIAA, Álvaro Neves, disse à Lusa que, desde a manhã de hoje, encontram-se no terreno dois investigadores deste organismo, que estão a proceder aos "primeiros levantamentos" para se perceber os motivos da queda da aeronave.

As investigações, realçou Álvaro Neves, vão também contar com o apoio de dois engenheiros da Pilatus Aircraft, o fabricante suíço da aeronave, que chegam hoje à noite a Lisboa para, na terça-feira, se deslocarem ao local do sinistro.

A aeronave transportava, no total, oito pessoas: o piloto, que morreu, e sete paraquedistas, quatro dos quais ficaram feridos, dois graves e dois ligeiros.

Segundo Álvaro Neves, a aeronave, do modelo Pilatus PC6, com capacidade para 10 pessoas, tem matrícula alemã e pertence a um operador privado alemão, que tem um contrato de prestação de serviços com a empresa aérea Aero Vip, concessionária das linhas aéreas regionais que ligam Bragança a Portimão e Porto Santo e Funchal.

A Aero Vip pertence ao grupo 7Air, o qual também detém a empresa SKyfall, que faz voos para paraquedistas já treinados e através da qual foi efetuado o voo desta aeronave, no domingo, a partir do aeródromo de Figueira dos Cavaleiros, no concelho de Ferreira do Alentejo.

No domingo, o grupo de sete paraquedistas "ia saltar a cerca de 14 mil pés, sensivelmente, e a aeronave ainda estava a subir quando teve o problema a sete mil pés", a metade do percurso do "patamar de largada" dos paraquedistas, disse Álvaro Neves.

Os dois feridos graves, dois homens de nacionalidade portuguesa, um com 40 e outro com 45 anos, foram transportados para o Hospital de São José, em Lisboa, onde estão internados "clinicamente estáveis, com prognóstico favorável", disse à Lusa a assessora da unidade hospitalar.

Os dois feridos leves, duas mulheres, uma de 37 e outra de 48 anos, foram transportadas para as urgências do hospital de Beja, de onde tiveram alta às 23:45 de domingo, disse à Lusa fonte oficinal da unidade hospitalar.

Segundo disse à Lusa o tenente-coronel José Rosa, do Comando Territorial de Beja da GNR, os restantes três paraquedistas, que não precisaram de assistência hospitalar, descreveram que o avião começou a desfragmentar-se no ar, tendo outras pessoas em terra afirmado que saltaram pedaços do avião, no ar.

Lusa

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