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Cacifos para sem-abrigo no Rossio e Oriente em espera desde outubro

A instalação de 24 cacifos para pessoas sem-abrigo nas zonas do Rossio e do Oriente, em Lisboa, encontra-se aguardar desde outubro de 2015, por falta de acordo entre as juntas de freguesia e a associação responsável pelo projeto.

(Lusa/Arquivo)

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"O prazo de implementação terminou no fim de maio para a colocação desses 24 cacifos", disse à agência Lusa o presidente da Associação Conversa Amiga (ACA), explicando que este era o período estabelecido no acordo com a Câmara de Lisboa, uma vez que a autarquia apoia 60% do investimento no projeto.

Segundo Duarte Paiva, a associação já pediu "uma extensão do prazo" à Câmara para poder apresentar mais propostas de colocação dos cacifos, defendendo que "os constrangimentos são simplesmente a não-aceitação das juntas de freguesia".

Na zona do Rossio, a inauguração de 12 cacifos estava marcada para 26 de outubro, tendo como local previsto o Largo de São Domingos, mas não aconteceu devido a queixas de lojistas. Até ao momento, a Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, responsável pela ocupação do espaço público daquela zona, ainda não conseguiu encontrar uma nova localização para acolher o equipamento.

"Não posso colocar cacifos num sítio qualquer, porque há condicionalismos históricos e há condicionalismos da Direção Geral do Património Cultural", disse o presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, Miguel Coelho, frisando que "não há nenhuma falta de disponibilidade" para receber o projeto.

Já na zona do Oriente, que pertence à freguesia do Parque das Nações, a colocação de 12 cacifos destinados a pessoas sem-abrigo estava prevista para o primeiro semestre deste ano, contudo a Junta de Freguesia ainda não chegou a acordo com a associação.

O presidente da Junta do Parque das Nações, José Moreno, assegurou que a proposta dos cacifos está ainda em análise, reforçando que "é um assunto que não está esquecido".

Idealizado pela ACA, o projeto Cacifos Solidários começou em outubro de 2013 com a instalação de 12 cacifos na zona de Arroios, em Lisboa, encontrando-se em expansão pela cidade, através da implementação de mais 12 unidades na zona de Santa Apolónia, em dezembro de 2015.

O presidente da ACA, Duarte Paiva, explicou que a associação pretende instalar mais 36 cacifos até ao final deste ano, referindo que o objetivo é ter uma rede de 60 unidades em Lisboa.

De acordo com o responsável pelo projeto, a Junta de Freguesia de Santa Maria Maior rejeitou sete propostas de localização para os 12 cacifos na zona do Rossio, pelo que a associação está neste momento à procura de novas localizações na zona envolvente, designadamente "zonas de outras freguesias que possam responder a esta necessidade" das pessoas sem-abrigo.

Na freguesia do Parque das Nações, a ACA tem ainda uma possibilidade de localização em aberto, uma hipótese que está a ser explorada pela Câmara de Lisboa com a administração da Gare do Oriente, para quem já foi enviada uma proposta de instalação dos cacifos, disse Duarte Paiva, explicando que o local "pode não ser dentro da estação, pode ser no exterior, mas numa zona que pertence à administração da Gare do Oriente".

Com os problemas na implementação de cacifos nas zonas do Rossio e do Oriente, a associação encontra-se já a estudar outras localizações na capital, como as zona do Marques de Pombal, Santos e Cais do Sodré.

Atualmente, o projeto Cacifos Solidários faz o acompanhamento de "cerca de 160 casos de pessoas sem-abrigo", ainda que a maioria não tenha um cacifo atribuído para guardar os seus pertences.

A ACA tem a decorrer a campanha "Apadrinhe 1 Cacifo Solidário", que visa "fazer com que a sociedade civil participe no projeto", através da doação de 12 euros mensais.


Lusa

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