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João Semedo sai da Mesa Nacional do Bloco mas diz que não é por discordância

O antigo coordenador bloquista João Semedo decidiu hoje não continuar na Mesa Nacional do BE, recusando que seja por discordância ou desmotivação, mas sim por considerar ser tempo de "ter outra forma de intervenção política e partidária".

25 de setembro: O coordenador do BE, João Semedo, admite que o partido não exclui propor uma comissão de inquérito à situação do primeiro-ministro enquanto deputado

25 de setembro: O coordenador do BE, João Semedo, admite que o partido não exclui propor uma comissão de inquérito à situação do primeiro-ministro enquanto deputado

LUSA

O nome de João Semedo não consta da lista da Moção A para a Mesa Nacional do BE, órgão máximo entre convenções, hoje conhecida durante a reunião magna do partido que decorre em Lisboa, tendo o antigo coordenador bloquista - que partilhou a liderança do partido com Catarina Martins, entre 2012 e 2014 - decidido não continuar naquela órgão.

Numa declaração à agência Lusa, João Semedo explicou que "não foi por qualquer discordância ou desmotivação política" que decidiu não continuar na Mesa Nacional, mas sim "por considerar que hoje é tempo de ter outra forma de intervenção política e partidária, tantos anos passados como dirigente do BE".

O antigo coordenador e deputado bloquista estava já afastado do palco político devido a um cancro nas cordas vocais que lhe chegou a retirar a voz.

Em janeiro, na campanha de Marisa Matias às presidenciais, João Semedo falou pela primeira vez depois de um ano sem qualquer discurso público, tendo então usado o humor: "só mesmo a Marisa é que punha a falar aqui um tipo sem cordas vocais".

A meio do discurso, o antigo coordenador bloquista brincou ainda quando disse que a "geringonça", referindo-se à prótese, "vai funcionando", mas que a outra - o Governo do PS com apoio parlamentar do BE e do PCP - "vai funcionar melhor".

A lista da Moção A para a Mesa Nacional é encabeçada pela porta-voz Catarina Martins, seguindo-se o líder da bancada parlamentar Pedro Filipe Soares, o dirigente sindical António Chora, a deputada Joana Mortágua e a antiga candidata presidencial e eurodeputada Marisa Matias.

Lusa

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