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Secretário de Estado do Ambiente garante estar de consciência tranquila

O secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, garantiu hoje estar "de consciência tranquila" em relação à questão do subsídio de alojamento que recebia por ter uma casa em Tavira, apesar de residir atualmente em Cascais.

"Estou de consciência tranquila. Todos os meus amigos e qualquer pessoa que me conheça minimamente sabem que não é ao fim de 40 anos que tenho em funções públicas, em que passei por montes de empresas, câmaras municipais e me relacionei com muitas instituições, que me apanham um milímetro fora do risco", alegou.

No final da assinatura de um protocolo de cooperação entre oito municípios, que decorreu em Viseu, Carlos Martins sublinhou aos jornalistas que foi presidente das Águas do Algarve até ao dia 26 de novembro do ano passado.

"Se vissem o relatório de contas de 2015, as Águas do Algarve tiveram o melhor resultado de sempre, distribuíram dividendos como nunca tinham distribuído. No mês de julho [do ano passado] tiveram o maior volume de água produzido e distribuído na sua história", acrescentou.

Carlos Martins disse esperar, nas funções de secretário de Estado, dar o seu contributo para que Portugal seja melhor, realçando que é isso que ainda o motiva a continuar.

"Quero a minha família tranquila: tenho um filho de 10 anos que me pergunta porque é que andam à porta. Quero que ele durma descansado, porque já tem medo de ficar em casa, e quero que a minha mulher não esteja a chorar quando eu lá chego: é isso que eu quero", referiu.

O secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, avançou terça-feira que vai abdicar do subsídio de alojamento que recebia por ter uma casa em Tavira, apesar de residir atualmente em Cascais e de considerar esta situação "injusta".

O caso foi tornado público pelo semanário Expresso, que revelou, no fim de semana, que o governante tinha adquirido em novembro de 2015, no mesmo mês em que tomou posse, uma casa em Tavira, no Algarve, sendo esta a morada que consta da declaração de rendimentos que forneceu ao Tribunal Constitucional.

Carlos Martins conseguia garantir desta forma os requisitos necessários para receber subsídio de alojamento, num montante à volta de 360 euros líquidos.

Lusa

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