sicnot

Perfil

País

Passos Coelho diz que não acredita que Governo cumpra metas para 2016

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, disse hoje que não acredita que o executivo socialista consiga alcançar as metas orçamentais estabelecidas para este ano, considerando contudo que ainda é prematuro falar de sanções relativamente a 2016.

M\303\201RIO CRUZ

"Eu não acredito que o Governo atinja as metas a que se propôs", afirmou Passos Coelho, no debate do "Estado da Nação", no parlamento, depois de já ter considerado "prematuro" discutir neste momento a questão da possível existência de sanções relativamente a 2016.

O líder da oposição apelou a que os membros do Governo se abstenham de lhe lançar críticas sobre qualquer espécie de antipatriotismo devido a estas afirmações, num discurso inflamado que levou os deputados das bancadas do PSD e do CDS a levantarem-se e a aplaudi-lo com veemência.

Na resposta, o primeiro-ministro, António Costa, avisou que Passos Coelho "bem se pode irritar o que quiser" porque "não tirará da visão de todos os portugueses" a "pura mesquinhez partidária" da antiga ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, que, segundo Costa, quebrou no passado sábado o "consenso nacional" relativo às sanções.

"A Comissão [Europeia] conclui que mesmo tirando todas as medidas, como a do Banif, continuavam a não cumprir o défice dos 3%", realçou o primeiro-ministro.

E acrescentou: "Já percebi bem qual é a próxima campanha que vão fazer, é só para dizer que a conta do Banif não é deste Governo, é a conta que os senhores esconderam porque não tiveram coragem de assumir e de a resolver".

Na interpelação, Passos Coelho tinha aproveitado para responder a António Costa, que se tinha manifestado surpreendido pelo facto de o ex-primeiro-ministro não o ter questionado sobre a posição da Comissão Europeia que tinha acabado de ser divulgada.

"O senhor primeiro-ministro mostrou-se surpreendido por eu não me ter referido à questão das sanções, mas o senhor primeiro-ministro, no seu discurso, não se referiu a esta matéria", sublinhou.

E destacou: "Até 2105 não há nenhuma justificação para que haja aplicação de sanções a Portugal".

Passos Coelho vincou que, sem as intervenções extraordinárias no setor financeiro, o défice em 2015 teria sido de 2,8% e não de 4,4%, como se verificou.

Depois de Carlos César, líder da bancada socialista, ter hoje acusado os sociais-democratas de terem ensaiado "uma mistificação" sobre a real causa da aplicação de sanções a Portugal, acusando-os de terem atingido "o ponto zero do orgulho de ser português", Passos Coelho também jogou ao ataque.

"Podemos ter muitas divergências políticas, mas eu nunca lancei processos de intenção", sublinhou, considerando que o discurso de Carlos César representa o "grau zero do debate político".

Lusa

  • "É mais um notável tiro no pé de Passos Coelho"
    4:04

    Tragédia em Pedrógão Grande

    Miguel Sousa Tavares analisou esta segunda-feira, no Jornal da Noite, a polémica em torno de Pedro Passos Coelho, depois do presidente do PSD ter pedido desculpas por ter "usado informação não confirmada", ao falar na existência de suicídios, depois desmentidos, como consequência da falta de apoio psicológico na tragédia de Pedrógão Grande. Sousa Tavares considera que Passos Coelho deu "mais um tiro no pé" e defende que o líder da oposição "está notoriamente desgastado" e "caminha para uma tragédia eleitoral autárquica".

    Miguel Sousa Tavares

  • Este texto é sobre o bom senso. O bom senso que faltou a Passos Coelho quando, esta manhã, depois de uma visita pelas áreas ardidas de Pedrógão Grande, decidiu falar em suicídios. Passos não se referiu a tentativas, mas sim a atos consumados. Deu certezas. Disse que tinha conhecimento de “pessoas que puseram termo à vida” porque “que não receberam o apoio psicológico que deviam.”

    Bernardo Ferrão

  • Simplex+2017 promete simplificar burocracia
    1:08

    País

    Já está online o novo Simplex+2017, que vai simplificar a vida dos cidadãos, empresas e administração pública. Pagar impostos com cartão de crédito e ter o cartão de cidadão ou a carta de condução no telemóvel são alguns exemplos do que está previsto.

  • Homem fala ao telefone com o filho que pensava estar morto

    Mundo

    Um norte-americano que tinha estado presente no funeral do filho recebeu, 11 dias depois, uma chamada telefónica de um homem que o pôs em contacto... com o filho que havia enterrado semana e meia antes. Tudo por causa de um erro do gabinete de medicina legal.