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Ambientalistas alertam para falta de informação sobre má qualidade do ar

A associação ambientalista ZERO alertou para a falta de informação ao público sobre os elevados níveis de poluição do ar, nos últimos dias, decorrentes das altas concentrações de partículas causadas pelos incêndios.

Em comunicado, a ZERO -- Associação Sistema Terrestre Sustentável revela que a consulta à página oficial da Agência Portuguesa do Ambiente, que disponibiliza informação sobre a qualidade do ar, permite verificar que existem "falhas graves na informação ao público".

Segundo a associação, a região Centro não tem disponível qualquer informação dos níveis de poluentes observados, enquanto a estação de monitorização em Leça do Balio, em Matosinhos, registou, entre as 12:00 e as 13:00, uma ultrapassagem do denominado limiar de informação de ozono, sem que se tenha verificado qualquer aviso à população.

"Talvez por influência dos incêndios em regiões próximas, um conjunto de estações de monitorização nos concelhos de Matosinhos e Valongo estão a registar valores elevados de partículas, algumas delas com picos horários muito significativos", ao passo que "a zona a Sul de Lisboa está com qualidade do ar fraca, com elevados níveis de partículas", indica a associação.

Os ambientalistas revelam ainda que a cidade de Gaia tem informação disponível, mas que a cidade do Porto tem informação "muito limitada", nomeadamente sem indicação dos níveis de partículas inaláveis, e que várias zonas do Norte estão com "grandes falhas na informação" disponibilizada.

Quanto aos Açores, estão sob influência de uma massa de ar com elevadas concentrações de partículas oriundas do Saara, mas "a única estação no arquipélago não tem qualquer informação de medições disponível", lamentam os ambientalistas.

Lusa

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