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Forças Armadas com mais de 600 militares nas operações de socorro

As Forças Armadas têm mais de 600 militares no apoio às operações de socorro, entre o continente e a Madeira, disse à Lusa o coronel Helder Perdigão, do gabinete do Chefe do Estado Maior das Forças Armadas (CEMGFA).

Hélder Perdigão adiantou que "estão empenhados 624 militares, apoiados por 119 viaturas", no combate e apoio às "operações de socorro da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC)" nos distritos de Aveiro, Viana do Castelo, Viseu, Porto, Vila Real, Braga e Faro e Madeira de "diversas unidades provenientes de norte a sul do país".

"O maior empenho operacional, neste momento, desenvolve-se na Madeira", através do Regimento de Guarnição 3, para "onde estão a ser reencaminhados grande parte dos desalojados", referiu o coronel.

As Forças Armadas prestam "apoio sanitário de emergência, alimentação, fornecimento de água, evacuação de desalojados, patrulhamento e vigilância dos incêndios que deflagraram nas zonas altas do Funchal, desde a madrugada de dia 09 de agosto, precisou Helder Perdigão.

Nas operações estão "os regimentos de Engenharia, equipados com máquinas de rasto", dos "Regimento de Engenharia 3 e Engenharia 1", e da Companhia de Engenharia de Combate Pesada da Brigada Mecanizada, na "abertura de faixas de gestão de combustíveis (corta-fogos) e no melhoramento de itinerários" de acesso aos operacionais de socorro, acrescentou Helder Perdigão.

As Forças Armadas, na Região Autónoma da Madeira, após ativação do Plano Regional de Emergência "empenham cerca de 400 militares, em ações de apoio logístico à população", o que correspondente "à totalidade dos militares do Regimento de Guarnição 3, do Comando Operacional da Madeira e do Quartel-General da Zona Militar da Madeira", detalhou o coronel.

O Regimento de Guarnição 3 "acolhe 512 civis", a que correspondem "132 doentes desalojados do Hospital dos Marmeleiros, 320 desalojados, 30 técnicos de apoio a doentes e 30 técnicos de apoio aos desalojados pertencentes à Cruz Vermelha, à Segurança Social, bem como alguns voluntários, prevendo-se ainda os 120 bombeiros provenientes do continente", disse Hélder Perdigão.

O militar do gabinete do CEMGFA destacou o apoio da Força Aérea nos incêndios na Ilha da Madeira, através de "quatro voos a partir da Base Aérea do Montijo, recorrendo a quatro aeronaves 'C-295-M', entre a noite de dia 09 de agosto e a manhã de hoje", que transportaram os "119 elementos de apoio e de material diverso", além de uma "evacuação médica urgente de um queimado grave, do Funchal para Lisboa, com recurso a uma aeronave 'Falcon 50'", concluiu.

Lusa

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