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Turistas estão a ser acompanhados na Madeira

Reuters

​A presidente da Associação de Comércio e Indústria do Funchal, Cristina Pedra, disse que todos os turistas estão a ser acompanhados na Madeira e garantiu que a imagem da ilha não está a ser afetada pelo incêndio.

Na Madeira, as chamas obrigaram mais de mil pessoas a abandonar as suas casas e os hotéis onde estavam alojadas, na sequência do fogo que na terça-feira atingiu a zona baixa da cidade do Funchal e que já fez três mortos e dois feridos.

Em declarações hoje à agência Lusa, a presidente da Associação de Comércio e Indústria do Funchal (ACIF) disse que todos os turistas que tiveram de ser retirados devido à destruição de unidades hoteleiras ou proximidade do fogo foram realojados.

"A situação é desoladora e raia a catástrofe. Algumas unidades hoteleiras foram completamente destruídas, sendo a principal pela sua dimensão o Choupana Hill, e outras tiveram de ser evacuadas pela proximidade do fogo", disse.

Cristina Pedra garantiu à Lusa que todos os turistas retirados foram realojados, distribuídos por diversas unidades hoteleiras.

"Não houve nenhum turista que não tenha sido realojado. Ainda é muito cedo para se fazer balanços inclusive dos danos patrimoniais mas não vamos deixar desprotegidos aqueles que estão cá, que nos visitam apesar da ocupação estar com picos elevados", afirmou.

No que diz respeito a cancelamentos de viagens para a Madeira, Cristina Pedra disse que não houve nenhum.

"Não temos tido cancelamentos de reservas. Falei ainda hoje com o presidente da mesa de hotelaria da AFIC que disse isso mesmo. Não temos também qualquer indicação de cancelamento de reservas para o futuro próximo", disse.

"A situação é difícil (...), mas não se afigura que esteja em questão qualquer imagem do destino Madeira que tem uma imagem consolidada", frisou.

Cristina Pedra disse também que os turistas têm sido compreensivos e solidários com a situação.

"Obviamente que têm estado pelos hotéis, pois não estamos a recomendar viagens ou passeios para alguns locais da ilha, mas estes têm mostrado compreensão", disse.

A presidente da AFIC disse ainda que tem havido um diálogo permanente com os hoteleiros, que estão a dar todo o apoio e informação aos turistas.

Três pessoas morreram na terça-feira, no Funchal, na sequência dos incêndios que deflagraram no concelho na segunda-feira. As mortes ocorreram na zona da Pena, na freguesia de Santa Luzia, na travessa Silvestre Quintino de Freitas.

Os incêndios provocaram ainda dois feridos graves, um desaparecido, cerca de mil desalojados, entre residentes e turistas, destruindo também muitas casas e o hotel Choupana Hills.

As autoridades tiveram já de evacuar dois hospitais, diversos hotéis, estando cerca de 600 pessoas no Regimento de Guarnição n.º3 (quartel do Funchal), 300 no estádio dos Barreiros e 50 no centro cívico de São Martinho.

Cerca de 135 efetivos, 115 oriundos de Lisboa e outros 20 Açores, foram enviados para a Madeira para reforçar as equipas no combate aos incêndios.

Lusa

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