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Ponta do Sol perdeu "cerca de 70 a 80% da mancha florestal"

Os fogos que lavraram na Ponta do Sol, na Madeira, destruíram "cerca de 70 a 80% da mancha florestal" do concelho, afirmou esta quinta-feira o presidente do município, referindo que todos os incêndios já se encontram em fase de rescaldo.

"A vegetação que se perdeu é praticamente irrecuperável", declarou à agência Lusa o presidente da Câmara da Ponta do Sol, Rui Marques, acrescentando que existem "alguns danos em termos de veredas turísticas", que são caminhos pedestres, um dos principais atrativos turísticos da Madeira.

Para o autarca, os percursos dos caminhos turísticos são de "fácil recuperação", mas o grande juízo é a perda da vegetação, que constitui "a beleza natural desses percursos".

Os incêndios no concelho da Ponta do Sol (na costa sul da ilha) começaram a lavrar na segunda-feira. O período mais crítico foi na madrugada de segunda para terça-feira.

A situação foi controlada na quarta-feira ao final do dia.

"Felizmente não tivemos prejuízos em termos de habitações", indicou o presidente da Câmara.

Já os prejuízos finais de área florestal ardida neste concelho ainda não foram contabilizados, porém, o autarca reconhece que os danos são inferiores aos registados nos municípios do Funchal e da Calheta.

Na Ponta do Sol o que há a lamentar é "a grande área florestal que foi afetada", desde a freguesia de Ponta do Sol até à freguesia dos Canhas.

"A vida continua. Vamos levantar a cabeça, arregaçar as mangas e pôr as mãos ao trabalho", frisou.

No concelho do Funchal, onde na segunda-feira surgiu o primeiro de vários focos de incêndio que atingiram a ilha da Madeira, os danos nos edifícios públicos e privados estão avaliados, para já, em 55 milhões de euros.

As chamas obrigaram à evacuação de casas, hospitais, lares, hotéis e outros espaços.

Hoje, quando ainda persistem algumas zonas de incêndio, as autoridades estão a contabilizar danos e a definir formas de resolver os casos de desalojados.

Lusa

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