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Fenprof diz que professores colocados não respondem às necessidades permanentes

A Fenprof defendeu esta terça-feira que os mais de sete mil professores colocados nas escolas não respondem "às necessidades permanentes" dos estabelecimentos e que é necessário reorganizar os quadros, num comunicado em reação aos resultados do concurso de professores.

"Realizando-se, em 2017, concurso interno e externo para preenchimento de lugares de quadro nas escolas, a Fenprof considera como inevitável aquela adequação, o que deverá permitir a abertura de milhares de lugares e a correspondente entrada nos quadros de docentes que há muitos anos se mantêm em situação de precariedade", lê-se no comunicado.

No documento, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) afirma que a divulgação dos resultados do concurso, hoje, representa um atraso "em relação ao que seria necessário às escolas e justo para os professores".

Defende também que a colocação de mais de três mil professores neste momento, que no ano anterior só foram colocados mais tarde, através da Bolsa de Contratação de Escola (BCE), confirma que este concurso já extinto não deve ser retomado e que a lista nacional de ordenação segundo a graduação profissional deve ser o método de colocação de professores nas escolas.

"Um problema que, contudo, não consegue ser disfarçado é o do elevadíssimo número de docentes que ficarão no desemprego e que, dentro de dois dias, terão de se apresentar nos centros de emprego. São quase 30.000 os que não obtiveram colocação (pois o número de candidatos à contratação era de 36.103)", refere o comunicado da Fenprof.

A Fenprof critica também o facto de as informações divulgadas pelo Ministério da Educação (ME) não fazerem qualquer referência ao número de professores com horário-zero, ou seja, sem turmas atribuídas.

O Ministério da Educação divulgou hoje as listas de colocação de professores nas escolas no âmbito do concurso de mobilidade interna e contratação inicial.

Este ano 7.306 docentes contratados conseguiram um lugar nas escolas, mais 500 do que no ano anterior, segundo a tutela.

A tutela afirma ainda que, no que diz respeito a horários completos, "todos os horários solicitados pelas escolas foram já preenchidos pelos professores colocados nesta fase, de acordo com as preferências manifestadas pelos mesmos", e que estão "reunidas todas as condições para um regular início do ano letivo".

Em resposta à agência Lusa, o ME indicou, no entanto, que estão ainda por preencher cerca de 150 horários inferiores a oito horas, os quais serão ocupados em contratação de escola.

Lusa

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