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Vigílias em Gondomar pelo jovem de 14 anos que morreu depois de agressão violenta

Dezenas de pessoas concentraram-se em vários pontos do concelho de Gondomar, em vigílias de homenagem ao jovem de 14 anos que foi agredido domingo e que acabou por morrer na noite de segunda-feira.

Uma das concentrações decorre junto da Cruz Vermelha de Baguim do Monte, local próximo da rua Padre Domingues Baião, onde o jovem foi agredido entre as 22:00 e as 23:00 de sábado, e junta pessoas de várias gerações em silêncio e de vela na mão.

Enquanto uma segunda foi "convocada" para a estação de Rio Tinto, local escolhido por ser próximo de um dos sítios considerado "favorito" do jovem que morreu a Quinta das Freiras onde de tarde já um grupo de jovens se tinha reunido numa iniciativa que ficou marcada pelo uso de uma peça de roupa branca e serviu para fazer um apelo ao pacifismo.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Junta de Freguesia de Baguim do Monte, Nuno Coelho, apontou que "a comunidade está em choque" quer porque "duas famílias [referindo-se à do jovem que morreu e à do alegado agressor] estão destruídas" mas também porque "a notícia da morte foi interiorizada duas vezes".

Na manhã de domingo, o oficial de dia da PSP do Porto disse à Lusa que um jovem de 14 anos tinha morrido depois de ter sido agredido na via pública em Baguim do Monte.

Já na manhã de segunda-feira, a PJ revelou que o adolescente se encontrava afinal em "estado muito grave" no Hospital de São João e na tarde do mesmo dia, a direção nacional da PSP lamentou o "lapso", justificando que a informação por si transmitida domingo tinha sido obtida junto de "fonte não oficial" do hospital.

O jovem de 14 anos acabou por morrer na noite de segunda-feira, segundo confirmou já hoje o TIC do Porto.

O Centro Hospitalar de São João, no Porto, alegou hoje motivos ético-deontológicos para justificar o silêncio que manteve desde domingo em torno do assunto.

"Baguim do Monte está em choque. Era um miúdo muito querido na freguesia e receber a notícia duas vezes é muito duro. O nosso apelo agora é para que o tratamento deste caso seja muito cauteloso pois não podemos correr o risco de criar uma guerra entre grupos", disse Nuno Coelho.

O autarca também descreveu que um grupo de 120 seniores da freguesia deslocou-se hoje a Fátima numa atividade regular da junta da freguesia, tendo aproveitado para "rezar pelo jovem e pelo sofrimento das famílias".

Quanto ao alegado agressor, o Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto determinou hoje a sua prisão preventiva.

A informação foi avançada pelo advogado do agressor, Sérgio Marques, segundo o qual o tribunal acusou o jovem de 16 anos pelo crime de homicídio qualificado.

O suspeito tinha passado a noite nas celas da Polícia Judiciária e foi hoje ouvido em primeiro interrogatório judicial no TIC entre as 14h30 e 17h30.

Lusa

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