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Setenta burros de raça mirandesa em certame de valorização da espécie

Cerca de 70 burros de raça mirandesa participam na terça-feira no Concurso Regional de Raça Asinina de Miranda do Douro, avançou esta segunda-feira a organização do evento, liderada pela Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino

Em declarações à agência Lusa, Miguel Nóvoa, secretário técnico da raça, disse que a iniciativa tem por objetivo avaliar a evolução e estado atual da raça asinina de Miranda e os progressos que se têm verificado no seu desenvolvimento genético.

Em todo o país estão registadas cerca de 800 fêmeas reprodutoras e cerca de meia centena de machos reprodutores.

Para o técnico, outro dos objetivos do concurso é o de proporcionar aos criadores a oportunidade de mostrarem o esforço que vêm desenvolvendo na seleção e valorização deste património genético "único".

"O despovoamento das aldeias e a mecanização da agricultura, que tanto alteraram a paisagem social do Planalto Mirandês a partir de meados do século passado, levaram à desativação desta feira durante alguns anos. Agora, é preciso dar-lhe um novo fôlego", frisou Miguel Nóvoa.

A AEPGA, enquanto entidade promotora do certame, propôs-se por isso revitalizá-lo e fazer dele "um evento-chave" para a valorização do Burro de Miranda, acrescentou.

O Concurso Regional da Raça Asinina de Miranda de terça-feira está marcado para recinto do Santuário da Nossa Senhora do Naso, no concelho de Miranda do Douro, distrito de Bragança, conta com a colaboração do município de Miranda do Douro e a orientação técnica da Direção Geral de Alimentação e Veterinária.

"Procura-se, simultaneamente, estimular os criadores para a produção de animais que, pelas suas características, bem-estar e qualidade de vida, possam contribuir para a promoção e dignificação desta raça, não só enquanto património genético, mas também enquanto património cultural", acrescentou Miguel Nóvoa.

Só se conseguem bons resultados no rejuvenescimento da população desta raça autóctone, que pode viver cerca de 40 anos, com o trabalho de longo prazo.

Lusa

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