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BE defende políticas ativas contra fogos florestais e culpa "legado" do Governo PSD/CDS

O líder da bancada bloquista, Pedro Filipe Soares, defendeu esta quinta-feira políticas ativas de combate aos fogos florestais, lembrando o "legado" do Governo PSD/CDS-PP nesta matéria, em declaração política na comissão permanente do parlamento.

"O país não pode estar continuadamente a saque para, ano após ano, ver a sua riqueza destruída. Há um legado pesado do Governo anterior. O saque que PSD e CDS fazem ao país ainda dura, com destruição da floresta, as escolhas, por exemplo, da eucaliptização do país", disse, referindo-se a opções da ex-ministra da Agricultura e atual presidente do CDS-PP, Assunção Cristas.

Para o deputado do BE, "o legado do PSD deve, e é uma urgência, ser revogado", pois não se pode "deixar que o eucalipto continue a alastrar, com a vontade predadora das [empresas] celuloses", referiu devido à maior combustibilidade daquela espécie.

Pedro Filipe Soares sublinhou que "mais uma vez o Governo anterior pecou por nada fazer" quanto a medidas de prevenção", salientando o abandono das terras e a necessidade de "políticas que podem ser ativas, como o associativismo de proprietários florestais" ou "o cadastro que dê os nomes às terras e diga os proprietários que as abandonaram".

O parlamentar bloquista referiu também que é preciso "melhores políticas de coordenação da proteção civil, na relação local-distrital e distrital-nacional, e, definitivamente acabar com a vergonha que é negócio do combate aos incêndios", citando o "exemplo dos helicópteros Kamov", "mais um legado do Governo PSD/CDS".

"O BE acompanha ideia colocar a Força Aérea à disposição do país para combater os incêndios", sugeriu ainda, depois de dizer que "o ano de 2016 está a ser marcado pelo flagelo dos incêndios" e que Portugal conta já com metade da área ardida na Europa.

"O exemplo da Madeira é porventura, talvez, o mais grave", disse, prestando "reconhecimento pelo esforço dos bombeiros que têm combatido os fogos muitas vezes com forças sobre-humanas" e a "solidariedade às populações".

Para Pedro Filipe Soares, "anos excecionais devem merecer respostas excecionais em apoio a estas populações", sem negligenciar as "alterações climáticas, que ninguém pode negar".

Lusa