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Bastonário diz que veterinários estão a ser formados para o desemprego

Bastonário diz que veterinários estão a ser formados para o desemprego

O bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários considera que os alunos da área estão a ser formados para o desemprego. Jorge Cid responsabiliza o excesso de universidades no país que todos os anos formam 300 profissionais.

"É cada vez mais difícil ter-se emprego em Portugal nesta profissão. Há um desfasamento completo entre a realidade e as universidades que formam novos profissionais. Temos seis faculdades de veterinária em Portugal, o que é incomportável", disse Jorge Cid em entrevista à Lusa.

A propósito do Dia do Animal, que se assinala hoje, o bastonário lamentou o desfasamento da formação de profissionais que existe em Portugal e na Europa.

"Todos os anos são inscritos 500 alunos nas universidades, das quais saem anualmente 300 formados e cada vez vão sair mais que eu diria que estão a ser formados para o desemprego", disse, classificando de "muito preocupante" a empregabilidade na medicina veterinária.

Segundo Jorge Cid, "a única saída para uma quantidade grande de jovens que se formam é ir trabalhar para o estrangeiro, nomeadamente Inglaterra".

Para o bastonário, "devia haver um estudo para saber quantos profissionais fazem falta na área".

A esmagadora maioria dos estudantes afirma que quer seguir animais de companhia quando obtiverem a licenciatura. Optam por isso "porque é a situação mais fácil, porque é aquilo que se vê e é o mais fácil de ensinar nas faculdades".

"Hoje em dia há um excesso grande de profissionais para a clínica de animais de companhia, enquanto para a tecnologia alimentar, outra área muito importante da medicina veterinária, há falta".

Se, por um lado, "o Ministério da Educação faculta universidades de ensino de medicina veterinária e permite que saia esta quantidade de médicos", por outro, o Ministério da Agricultura fecha todas as saídas profissionais e não admite profissionais".

"O Estado não emprega e a clínica privada está esgotada", lamentou.

Para Jorge Cid, se soubessem a realidade, os ordenados e a precariedade, muitos não entrariam na profissão.

Entre as várias medidas que, na sua opinião, poderiam ajudar esta classe consta o fim do IVA, que elegeu como a "bandeira" do seu mandato.

"Não me bato por números, mas sim por conceitos e princípios" e "não faz sentido nenhum a medicina veterinária ser taxada ao IVA" (23 por cento).

Para Jorge Cid, os veterinários praticam saúde pública e nada justifica que seja a única profissão da saúde em que o IVA é taxado e foi isso que transmitiu aos grupos parlamentares e ao Presidente da República.

Com Lusa

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