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Substituição das cantinas sociais por distribuição de alimentos é "boa medida"

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O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) considerou esta terça-feira "uma boa medida" a substituição das cantinas sociais por distribuição de cabazes alimentares, afirmando que é "mais dignificante" para as pessoas poderem confecionar refeições em casa.

A secretária de Estado da Segurança Social, Cláudia Joaquim, anunciou à Lusa que o Governo vai substituir o modelo de cantinas sociais pela distribuição de cabazes alimentares aos mais carenciados, recorrendo a fundos comunitários.

Para o presidente da CNIS, Lino Maia, esta mudança "é oportuna" e "um passo significativo", na medida em que não acaba com as cantinas sociais, mas proporciona que as pessoas possam cozinhar em casa.

"As cantinas sociais continuarão a ser uma resposta para quem não tem condições para fazer a própria refeição", mas "quem puder confecionar a sua própria refeição, e precisar, receberá alimentos. Penso que isto é uma boa medida", disse o padre Lino Maia.

A distribuição de alimentos será feita através do Fundo Europeu de Auxílio às Pessoas Mais Carenciadas (FEAC) e irá beneficiar cerca de 60 mil pessoas.

Os beneficiários vão receber cabazes alimentares, que integram na sua composição carne, peixe e legumes congelados, com o objetivo de cobrir as suas necessidades nutricionais diárias em 50%, adiantou Cláudia Joaquim.

Fazendo um balanço das cantinas sociais, uma medida do Programa de Emergência Alimentar, apresentado em 2011 pelo anterior Governo, Lino Maia considerou que foi "uma medida importante de emergência", que a CNIS apoiou.

"Havia muitos casos de pessoas que (...) pela pobreza envergonhada ou porque estavam em situação de muita fragilidade precisavam de ter uma refeição e foi uma garantia que ninguém ficou com fome ou sem acesso a uma refeição bem confecionada e bem servida", sublinhou.
Contudo, "era um programa de emergência, situado no tempo, não era para se eternizar", frisou.

Para o presidente da CNIS, "é mais dignificante que quem pode confecionar a refeição o faça", porque também é uma maneira de a pessoa "se ir valorizando".

Sobre os números da frequência de cantinas sociais, Lino Maia disse que foram "mudando de ano para ano", situando-se em cerca de 50 mil pessoas.

"Os acordos de cooperação são mais amplos, mas, na realidade, não estão mais de 50 mil pessoas a frequentar diariamente as cantinas sociais", frisou.

Um relatório de avaliação das cantinas sociais, do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, hoje divulgado, aponta que mais de 90% dos beneficiários consumiram menos de duas refeições por dia nestes refeitórios e 72% levaram a refeição para consumir em casa.
Para os autores do estudo, as características dos beneficiários "não parecem justificar uma resposta de apoio alimentar centrada exclusivamente no fornecimento de refeições confecionadas".

"O custo decorrente do modelo em que assenta a medida (exclusivamente refeições confecionadas) pode ser injustificado atendendo ao que parecem ser as necessidades da população que beneficiou da medida", refere o estudo.

O documento admite ainda que "este custo possa ser reduzido, beneficiando idêntico número de pessoas, se se optar por um modelo centrado na distribuição de alimentos, com custos per capita mais reduzidos".

Lusa

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