sicnot

Perfil

País

Manuel Alegre elogia "geringonça" mas aconselha "aprofundamento de convergência"

"Quando ganhamos, ganhamos todos. Quando perdemos, perdemos todos. Ele [Costa] assumiu a sua responsabilidade mas não pode haver bodes expiatórios, nem o PS agora pode implodir pelo facto de ter perdido uma eleição, o que é normal em democracia", declarou o ex-candidato presidencial.

Lusa

O antigo candidato presidencial Manuel Alegre elogiou esta terça-feira a "solução política" que a "direita despeitada chamou de geringonça", mas vincou que é preciso "aprofundar a convergência", referindo-se ao entendimento entre PS, PCC/PEV e Bloco de Esquerda.

"Em Portugal foi aberto um caminho pioneiro nesta Europa. Um Governo do PS apoiado por PCP, Bloco de Esquerda e PEV. Honro-me de ter sido sempre um dos defensores desta solução mesmo quando ela parecia impossível (...). Quero sublinhar a coragem e a inteligência de António Costa, Jerónimo de Sousa, Catarina Martins e Heloísa Apolónia", disse Manuel Alegre que discursava no Porto num jantar organizado pelo Movimento de Intervenção e Cidadania.

O ex-candidato presidencial defendeu que com a união dos partidos de esquerda "acabou o mito do arco da governação que amputava a democracia", mas considerou que a "solução" que adjetivou de "pioneira" tornou "mais forte a democracia, mas que não basta a estabilidade conseguida".

"A direita despeitada chamou-lhe geringonça, mas a geringonça restituiu a confiança e está a fazer o seu caminho com a cooperação institucional do PR (...). Mas como demonstrou a questão da TSU, não basta a capacidade política de António Costa e a abertura negocial dos partidos à esquerda do PS. É preciso aprofundar a convergência onde ela é possível e necessária por forma a tornar mais consistente esta solução de Governo tão importante para Portugal e para a Europa", referiu Manuel Alegre.

Antes, o histórico socialista falou da eleição de Donald Trump, apontando que a data da tomada de posse do novo Presidente dos EUA "marca o fim de um mundo como o conhecemos e inicia uma era em que não se sabe como o mundo vai ser".

"A globalização já não é o que era. A ordem política internacional também não e vai provavelmente arrogar a uma grande desordem internacional", disse Alegre, refletindo na necessidade do mundo se perguntar "como possível que Trump tenha sido eleito.

"Os povos não se têm sentido representados, deixaram de acreditar em alternativas dentro do sistema (...). Na Europa, pelas mesmas razões velhos bastiões da esquerda estão a voltar-se para a extrema-direita", analisou.

Sobre o Euro, admitindo que não é um "Euro-cético", mas também não é um "Euro-beato", Manuel Alegre, defendeu que o Euro tem de ser reformado" porque "se isso não acontecer a Europa, e agora sobretudo depois do que está a acontecer na América, corre o risco de se desagregar".

"Alguns partidos de centro-esquerda abandonaram aqueles que deviam defender e em desespero viram-se para as forças populistas. Só no ano passado na Europa num total de 18 eleições, os socialistas perderam 12. Nesta ano de 2017 o cenário não parece nada promissor designadamente em França, Holanda, Itália e Alemanha. A ameaça populista cresce", referiu.

Lusa

  • Passos nega que resultado das autárquicas ponham em causa liderança do PSD
    7:46
  • PS e PSD trocam acusações sobre Tancos
    1:18
  • Homens vítimas de violência doméstica
    31:17
  • Marcelo mergulha na baía de Luanda
    0:45
  • Marcelo garante que relações com Angola "estão vivas"
    1:50

    País

    Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou esta segunda-feira as boas relações entre Portugal e Angola. À chegada a Luanda para a posse do novo Presidente angolano João Lourenço, o chefe de Estado português aproveitou para tomar um banho de mar.

  • Défice chegou aos 2.034 milhões em agosto
    1:51

    Economia

    O défice do Estado caiu 1.900 milhões de euros até agosto, em comparação com o ano passado. A recuperação da economia ajudou a baixar o défice, com mais receitas e impostos acima do esperado. Já a despesa pública ficou praticamente inalterada e os pagamentos do Estado em atraso subiram.

  • Morreu a egípcia que chegou a pesar 500 quilos

    Mundo

    A egípcia Eman Ahmed Abd El Aty, de 37 anos, que chegou a pesar 500 quilos, morreu num hospital de Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos, devido a complicações cardíacas na sequência do seu excesso de peso.