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Mãe que afogou filhas condenada a 25 anos de prisão

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A mulher acusada de afogar as duas filhas em Paço de Arcos, Oeiras, foi hoje condenada a 25 anos de prisão.

Última atualização às 16:05

A mulher acusada do duplo homicídio das filhas, de 19 meses e 4 anos, na praia da Giribita, em Oeiras, em 2016, foi hoje condenada pelo Tribunal de Cascais a 25 anos de prisão efetiva.

A defesa sempre alegou que a arguida estava psicologicamente perturbada, nomeadamente por ser alvo de violência doméstica. No entanto, o argumento não convenceu o tribunal.

Na leitura da sentença, o coletivo de três juízas do Tribunal de Cascais considerou que Sónia Lima "entrou com as filhas no mar com o propósito de lhes tirar a vida".

"A arguida agiu de forma livre, deliberada e conscientemente, com o propósito concretizado de tirar a vida às suas filhas. [...] Sabia que era uma conduta punível por lei", afirmou a presidente do coletivo.

Sem dúvidas de que "a culpa da arguida é enorme", o tribunal determinou uma pena de 22 anos de prisão a cada homicídio, num cúmulo jurídico de 25 anos.

Sónia Lima foi ainda condenada ao pagamento de uma indemnização cível superior a 103 mil euros, 60 mil dos quais ao pai das meninas, "pelo sofrimento causado".

A juiz-presidente reconheceu ainda que a arguida "não estava em situação de desespero", tinha "apoio familiar" e "ao longo do julgamento nunca manifestou ter interiorizado o que se passou".

Na primeira audiência de julgamento, Sónia Lima rejeitou a acusação e explicou que tinha levado as filhas para urinar nas rochas da praia. No entanto, o coletivo considerou que o argumento "não faz sentido".

"Porquê decidir, numa noite de muito frio e de mar agitado e maré alta, levar as filhas a urinar, percorrendo uma grande distância, para um lugar fundo junto ao mar? Porquê fazer esta escolha? Não é absolutamente nada razoável", sustentou a presidente do coletivo.

Outro dos elementos que levaram o coletivo a concluir pela intenção de homicídio foi o bilhete encontrado no carro da arguida que dizia "pai, desculpa, não consigo mais".

Para o tribunal, a nota era "uma clara mensagem de despedida".

"O tribunal conjugou todos os elementos de prova e chegou à conclusão que a intenção da arguida foi de tirar a vida às filhas. Eventualmente, de tirar a sua própria vida também, mas isso não sabemos", concluiu.

À saída da sessão de julgamento, o advogado do pai das meninas disse aos jornalistas que a pena máxima "foi justa".

"Era o que estava pensado, o que estava pedido e, portanto, mais do que isto não podíamos pedir", afirmou Rui Maurício.

A 15 de fevereiro de 2016, Sónia Lima, acompanhada das duas filhas, saiu da casa dos seus pais, na Amadora, onde tinham passado o fim de semana, e, depois de deambular por várias zonas de Lisboa, ao início da noite entrou na água com as filhas, junto ao Forte da Giribita, em Paço de Arcos (Oeiras).

O corpo da criança de 19 meses foi encontrado no dia do desaparecimento, enquanto o da sua irmã esteve desaparecido durante sete dias, até que foi encontrado na praia de Caxias, no mesmo concelho do distrito de Lisboa.

Com Lusa

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