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Movimento Algarve Livre de Petróleo contra autorização de furo em Aljezur

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O Movimento Algarve Livre de Petróleo (MALP) manifestou-se esta quinta-feira em frente à Câmara Municipal de Loulé contra a autorização do Governo para a prospeção e exploração de petróleo ao largo de Aljezur.

"Estamos indignados com o facto de o Governo de António Costa ter aprovado a exploração de petróleo a sul do país, ao largo de Aljezur, no mar", explicou o porta-voz do MALP, João Martins, que descreveu o processo de consulta pública sobre aquele furo de prospeção como "um verdadeiro embuste".

João Martins disse que a decisão do Governo é incompreensível quando a consulta pública teve mais de 40 mil objeções, quatro participações positivas e todas as forças políticas e cívicas da região se têm pronunciado contra a exploração e prospeção de hidrocarbonetos na região, tanto em terra como no mar.

Este é também o motivo pelo qual o MALP exige a demissão do ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes.

"Achamos mal que o ministro do Ambiente ache normal que se avance com a prospeção em território português", comentou João Martins.

A iniciativa decorreu frente àquela autarquia algarvia para tentar obter uma reação sobre a autorização do Governo por parte do presidente da Câmara de Loulé, Vítor Aleixo (PS), que também é presidente da comissão permanente do Conselho Regional da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve.

O protesto contou com a participação de pouco mais de uma dezena de pessoas.O MALP lançou ainda o apelo à participação no protesto marcado para 23 de fevereiro, frente à Assembleia da República, dia em que a questão da prospeção e exploração do petróleo vai ser discutida.

O movimento está ainda a preparar um protesto para 18 de março, frente à Escola de Hotelaria, em Faro, onde o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vai participar no primeiro congresso da associação empresarial Algfuturo.

Lusa

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