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Psicólogos querem contribuir para prevenir indisciplina e violência escolar

© Kai Pfaffenbach / Reuters

A Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) vai entregar ao Ministério da Educação um contributo para a prevenção da indisciplina e violência nas escolas, avançou à agência Lusa o bastonário Francisco Rodrigues.

Francisco Rodrigues explicou que "o contributo do papel do psicólogo para o sucesso educativo", que está em fase final, resulta de um trabalho com a Direção-Geral da Educação, que "prevê um conjunto de iniciativas de parte a parte".

A questão da indisciplina em Portugal voltou a ser focada num estudo agora divulgado, que envolveu 47 agrupamentos escolares e perto de 54 mil alunos.

Segundo o estudo, no ano letivo 2015-2016, houve 11.127 participações disciplinares em apenas 5,4% da totalidade dos agrupamentos e escolas portugueses.

Para o bastonário dos psicólogos, "não há nada de surpreendente, nem muitas novidades" neste estudo."Podemos fazer todos os estudos e levantamentos possíveis, mas se não trabalharmos a mudança comportamental os resultados irão manter-se", disse Francisco Rodrigues.

Para resolver os problemas, "são necessárias ações concretas, nomeadamente a contratação de psicólogos" para escolas, com vínculos que não sejam precários. "Não é do interesse público, garantidamente, que as intervenções que os psicólogos fazem com muito esforço com os alunos nas escolas estejam sempre a ser descontinuadas, ano após ano", uma vez que "a maior parte dos contratos duram entre outubro e julho, na melhor das hipóteses, disse Francisco Rodrigues.

Dados da ordem indicam que, atualmente, o rácio de psicólogo por aluno é de um para 1.700, sendo a meta atingir 1/1000.

O bastonário exemplificou que há agrupamentos formados por sete escolas, 150 professores e 70 operacionais, que têm um psicólogo a meio tempo para 2.000 alunos."Como é que isto é possível?", questionou.

Para este ano, está prevista a contratação de 200 psicólogos, através de um protocolo assinado com a Direção-Geral da Educação.Além da concretização desta contratação, Francisco Rodrigues disse que "é necessário perceber" as condições que estes profissionais vão ter para exercerem o seu trabalho e poderem contribuir para "o sucesso educativo" e combater a indisciplina.

A este propósito, alertou para a situação de "elevada precariedade" que estes profissionais vivem."Além dos parcos recursos decorrentes de só trabalharem meio tempo" ainda têm os gastos das deslocações entre as escolas do agrupamento, uma situação que considera "absolutamente insustentável".

Para alertar para esta problemática, a OPP lançou a "Campanha Escola SaudávelMente" que apela ao reconhecimento e divulgação de boas práticas nas escolas para a promoção da saúde psicológica dos seus alunos.

A campanha alerta ainda o Governo e outras entidades decisoras para a necessidade da existência de, pelo menos, mais 500 psicólogos nas escolas.

Lusa

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