sicnot

Perfil

País

Marcelo lembra jornalista Manuela de Azevedo como uma mulher que fez história

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lembrou a jornalista Manuela Azevedo, que morreu esta sexta-feira aos 105 anos, como uma mulher que fez história ao cumprir nas "letras o seu destino e no jornalismo a sua missão".

Numa mensagem de condolências enviada à família e aos jornalistas portugueses, o chefe de Estado afirma que Manuela Azevedo foi uma "mulher que fez história quando a sua era uma profissão de homens".

"Manuela de Azevedo, que nos deixou depois de uma vida longa e enriquecedora, enfrentou a censura e o preconceito, cumpriu nas Letras o seu destino e no Jornalismo a sua missão", acrescenta Marcelo Rebelo de Sousa na mensagem publicada no 'site' da Presidência, na qual recorda que em agosto, no seu 105.º aniversário, lembraram "histórias de um passado comum".

Manuela de Azevedo foi a primeira jornalista mulher a ter carteira profissional em Portugal, morreu hoje pelas 12:00, no Hospital de S. José, em Lisboa, informou a direção do Museu Nacional da Imprensa.

Manuela de Azevedo tinha sido internada na unidade hospitalar na terça-feira, acrescentou a nota do museu, que tinha editado os seus últimos livros.

Depois da morte de Clare Hollingworth, há um mês, em Hong Kong, Manuela de Azevedo era a repórter mais antiga do mundo, que trabalhava atualmente num livro com cerca de 200 cartas, segundo a informação divulgada pela direção do Museu Nacional da Imprensa.

A centenária foi romancista, ensaísta, poeta e contista, tendo escrito também peças de teatro, uma delas censurada pelo regime de Salazar, tendo ainda enfrentado a censura num artigo que escreveu em 1935 sobre a eutanásia.

Na nota divulgada, o Museu Nacional da Imprensa lembrou como a jornalista conseguiu a primeira entrevista do ex-rei Humberto I de Itália, que se exilara em Lisboa, após a implantação da República.Manuela de Azevedo fez-se passar por criada para conseguir a entrevista, que foi publicada no Diário de Lisboa, em junho de 1946.Além da obra literária e jornalística, Manuela de Azevedo deixa a sua marca na Casa-Memória de Camões, em Constância, projeto em que trabalhou durante 40 anos.

Em 31 de agosto de 2016, a jornalista e escritora apagou as velas dos seus 105 anos colocadas num bolo em forma de máquina de escrever e perante um coro, que incluiu a voz do Presidente da República, com quem trabalhou.

Na ocasião, o Presidente da República condecorou a jornalista com a Ordem da Instrução Pública, já que antes tinha recebido outras condecorações pelo Mérito, Liberdade e Luta pela Liberdade em 1995 e 2014.

Lusa

  • Pinto da Costa internado após queda

    Desporto

    O presidente do FC Porto, Pinto da Costa, sofreu uma queda e foi internado de urgência no Hospital de São João. O acidente já foi confirmado pelo clube em comunicado.

  • Bigode de Salvador Dalí está intacto, às "10 para as 10"

    Cultura

    O corpo do pintor surrealista catalão foi ontem exumado no Teatro-Museo de Figueres, por ordem de um tribunal de Madrid, para um exame de determinação de paternidade de Pilar Abel, que alega ser filha do artista. O pintor que morreu há 28 anos foi embalsamado e mumificado pelo que o corpo continua preservado e o famoso bigode levantado.

  • Mulher do primeiro-ministro japonês "é uma mulher fantástica mas não fala inglês"
    0:35

    Mundo

    O Presidente dos Estados Unidos falou pela primeira vez sobre o segundo encontro que manteve com Vladimir Putin, durante a Cimeira do G20, em Hamburgo. Donald Trump explica que a conversa com o Presidente russo resultou de uma troca de lugares durante um jantar. Trump ficou ao lado da mulher do primeiro-ministro japonês, que não saberia falar inglês, e Melania estava sentada ao pé do Presidente da Rússia, Vladimir Putin.

  • "Octávio Machado foi a terceira escolha" para o cargo
    2:01
  • O que resta do navio de salvamento mais famoso de Portugal?
    15:26
  • "Temos de melhorar o sistema de prevenção e combate dos incêndios"
    18:07

    País

    O ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, foi convidado da Edição da Noite da SIC Notícias, desta quinta-feira. Em análise esteve o chumbo do PCP na criação de um banco nacional de terras, a reforma da floresta em Portugal, as falhas no sistema de comunicação do SIRESP, a lei da rolha nos bombeiros, a seca no país e ainda a pesca da sardinha, que poderá vir a ser proibida durante 15 anos. 

    Entrevista SIC Notícias

  • "Sempre me senti em casa em Portugal"
    1:11