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Sado pode ter sido contaminado com enxofre da Sapec

RUI MINDERICO/ LUSA

A Autoridade Marítima admitiu hoje que a água usada no combate ao incêndio da Sapec, em Setúbal, não foi totalmente contida dentro do perímetro do incêndio e pode, por isso, ter chegado ao rio Sado, com resíduos de enxofre e do material utilizado para extinguir as chamas.

A Polícia Marítima já está a monitorizar os sapais do rio Sado e a recolher amostras de água para serem analisadas após a poluição causada pelo incêndio na Sapec.

Em comunicado divulgado hoje a Autoridade Marítima Nacional diz que: "Dada a grande quantidade de água utilizada no combate ao incêndio, não foi possível contê-la na sua totalidade dentro do perímetro da área diretamente afetada, pelo que alguma água, seguindo o seu percurso natural, acabou por atingir a zona de sapais adjacente ao rio Sado"

Para além da recolha de diversas amostras de água em locais possivelmente afetados estão ainda a ser recolhidos os testemunhos de eventuais lesados, no que respeita impacto ambiental".

A ação tem sido efetuada em conjunto com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e o Porto de Setúbal para que, no final seja elaborado um relatório final a remeter ao Ministério Público de Setúbal.

O incêndio na Sapec deflagrou na madrugada de terça-feira nos armazéns de enxofre da Sapec Agro só foi declarado extinto esta quinta-feira, dois dias depois e provocou ferimentos ligeiros em 20 pessoas, entre as quais 10 bombeiros e 4 crianças.

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