sicnot

Perfil

País

Metade das crianças da região do Porto tem falta de vitamina D

© Jose Manuel Ribeiro / Reuters

Cerca de metade crianças e adolescentes saudáveis da região do Porto apresenta níveis de vitamina D abaixo do normal, independentemente do estado de nutrição e do padrão de atividade física, concluiu um estudo da pediatra Carla Rêgo.

Neste trabalho, publicado na Acta Pediátrica Portuguesa, e a que hoje a Lusa teve acesso, a investigadora do CINTESIS -- Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, indica que a deficiência em vitamina D poderá tornar-se um problema de saúde pública nas crianças portuguesas.

Na população avaliada, com idades compreendidas entre os cinco e os 17 anos, a prevalência de deficiência em vitamina D era de 48%, sendo que 6% registava uma deficiência severa e 5% tinham "compromisso de mineralização óssea para a idade".

De acordo com Carla Rêgo, a elevada prevalência de deficiência em vitamina D comporta "um elevado risco de compromisso futuro da saúde óssea", com "potencial impacto na saúde óssea e metabólica", uma vez que "dois terços da massa óssea são formados na adolescência".

A investigadora considera que "os resultados deste estudo levam a repensar as recomendações relativas à suplementação em vitamina D às crianças portuguesas e, acima de tudo, reforçam a necessidade de promover mudanças nos estilos de vida".

Segundo Carla Rêgo, "a suplementação farmacológica ou o enriquecimento de alguns alimentos, como o leite, poderão compensar o suprimento inadequado de vitamina D resultante da exposição solar insuficiente nos meses de inverno na região do Porto e do estilo de vida da maioria das crianças e adolescentes, traduzido por escassas atividades ao ar livre e por um grande número de horas passadas em sala de aula ou em casa".

Referiu que "as fontes alimentares de vitamina D são limitadas, suprindo apenas 10% das necessidades diárias".

A pediatra entende que "estes dados apoiam, ainda, a importância do rastreio de comportamentos de risco para deficiência em vitamina D em crianças e adolescentes, integrando-o na consulta de Vigilância da Saúde Infantil e Juvenil, bem como a necessidade de realizar estudos relativos ao 'status' da vitamina D na população pediátrica portuguesa".

A investigadora explicou que a vitamina D é essencial para absorção do cálcio pelo organismo e para a formação óssea, referindo a existência de vários estudos que demonstram "uma associação entre a deficiência nesta vitamina e o aumento do risco de certas doenças crónicas, como doenças cardiovasculares, cancro, doenças autoimunes e diabetes tipo 1 em idade adulta".

Lusa

  • Cinco anos depois do incêndio na Serra do Caldeirão
    5:24
  • Destaques económicos que marcaram a semana
    2:03

    Economia

    A semana ficou marcada pela tragédia provocada pelos incêndios no centro do país. No entanto importa olhar para o que se passou noutras áreas e fazer um resumo das notícias relacionadas com a economia. 

  • Quer conhecer os cães mais feios do mundo?
    1:15

    Mundo

    Na Califórnia, nos Estados Unidos, já foi eleito o cão mais feio do mundo de 2017, num concurso que se repete há 29 anos. Com 57 quilos, Martha recebeu a distinção enquanto ressonava no palco.