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PSD desafia Governo a fazer reforma da Segurança Social e "não remendos"

ANT\303\223NIO COTRIM

O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, desafiou hoje o Governo a fazer uma verdadeira reforma da Segurança Social e não apenas "remendos", com António Costa a convocar todos os partidos para este debate, incluindo o PSD.

Dois dias depois de o ministro do Trabalho, Vieira da Silva, ter admitido a definição de novas formas de financiamento da Segurança Social no Orçamento do Estado para 2018, Luís Montenegro introduziu o tema no debate quinzenal no parlamento.

"Neste domínio, o debate exige máxima seriedade e respeito pelas pessoas, atuais e futuros pensionistas. O senhor primeiro-ministro não tem tratado bem este tema, umas vezes com desdém, outras com inusitada demagogia, outras com eleitoralismo", criticou Montenegro.

O líder parlamentar social-democrata salientou que o PS recusou um desafio do PSD, feito durante a campanha eleitoral, de um acordo de princípio sobre o tema, bem como a proposta do partido de criação de uma comissão eventual para tratar apenas da sustentabilidade da segurança social.

"O eleitoralismo veio depois quando este primeiro-ministro e esta maioria trouxeram no último Orçamento do Estado um aumento extraordinário das pensões, imagine-se a um mês das eleições autárquicas", criticou, questionando se o Governo "quer deixar de ser um governo de remendos e passar a ser um governo de reformas" neste setor.

Na resposta, o primeiro-ministro, António Costa, reiterou a necessidade de encontrar outras formas de financiamento da Segurança Social, além do trabalho.

"Estamos a discutir, também com iniciativas de outros partidos nesta Assembleia da República, outras formas de financiamento (...) E para isso todos estamos convocados, o PSD naturalmente também está", desafiou.

António Costa acusou o anterior executivo de ter feito, com as suas políticas, um ataque sem precedentes à Segurança Social: "A emigração, a destruição de empregos e a redução de salários foram o mais forte ataque à sustentabilidade que a Segurança Social sofreu nos últimos anos".

O primeiro-ministro acusou ainda o anterior executivo de ter pretendido cortar 600 milhões de euros nas pensões a pagamento, argumento que Luís Montenegro classificou como ficção.

No debate, Montenegro e Costa trocaram ainda argumentos sobre a descida do desemprego, com o líder parlamentar do PSD a defender que os resultados atuais - que classificou como "boa notícia" se devem às reformas nas políticas laborais feitas pelo anterior Governo.

"É preciso tirar uma lição. As reformas estruturais e estratégicas produzem resultados e não devem ser abandonadas. Esperemos que os gritos daquelas bancadas não sejam tais que o primeiro-ministro as venha a adulterar", alertou, numa referência implícita às bancadas de BE, PCP e Verdes.

O primeiro-ministro respondeu que a criação líquida de emprego atual é "a maior desde 1998" e lembrou palavras do líder do PSD, Pedro Passos Coelho, de que a política do executivo socialista tinha conduzido, em meados de 2016, à destruição de postos de trabalho.

"Há aqui um problema lógico: as medidas foram tomadas antes deste Governo, depois houve destruição de emprego e agora houve criação de emprego não fruto da ação deste Governo mas do anterior?", questionou, defendendo que o atual Governo conseguiu provar que "fazendo o contrário" do modelo anterior de "baixos salários e destruição de direitos" conseguiu criar mais postos de trabalho.

Lusa

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