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Médicos de família querem reduzir listas de utentes onde há menos serviços

Os médicos de família propõem que as listas de utentes passem a ter em conta as dificuldades de acesso a serviços de saúde em cada município, sugerindo listas que vão de 800 até 1.800 doentes por profissional.

A Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar vai lançar em junho os resultados de um estudo que pretende incluir uma nova dimensão na constituição das listas de utentes.

O presidente da Associação, Rui Nogueira, defendeu que o número atual de doentes por médico de família é "perfeitamente absurdo".

O limite máximo é de 1.900 doentes por médico, mas Rui Nogueira refere que, na prática, esse limite é aplicado como norma. Este número, que era para ser transitório, foi uma condescendência dos sindicatos médicos na altura da crise económica, também porque havia falta de médicos de família.

Agora, até porque Portugal já não atravessa a escassez de médicos de medicina geral e familiar de há poucos anos, a Associação vai sugerir que se introduza uma nova dimensão na constituição de listas de utentes por médico de família.

"Propomos uma nova métrica. Até agora temos em conta o número de pessoas e a idade como parâmetros a avaliar a dimensão das listas, sendo que os mais idosos pesam mais do que as pessoas mais jovens. Propomos introduzir o contexto de exercício como parâmetro, ou seja, onde há ou não recursos de saúde", adiantou Rui Nogueira, na véspera do Dia Mundial do Médico de Família, que se celebra na sexta-feira.

A Associação pretende criar seis categorias de municípios, tendo em conta a sua complexidade e a dificuldade de acesso da população a outros recursos de saúde ou assistenciais.

Nas unidades dos municípios mais complexos, com mais problemas de acesso, as listas de utentes por médico devem ser menores, no limite alcançando um mínimo de 800 doentes por profissional.

"Isto vai representar por mais médicos nestes locais e a trabalhar com estes doentes", admite o presidente da Associação de Medicina Geral e Familiar.

Em termos gerais, as listas terão de 800 a 1.800 doentes por médico.

"O que temos agora são listas cegas em relação ao contexto", argumenta Rui Nogueira, lembrando que esta nova métrica engloba uma planificação à distância, que representa uma renovação para cinco anos mas que deve ser feita progressivamente.

O presidente da associação, que é médico de família em Coimbra, considera que este é o momento certo para se iniciar esta mudança, porque coincide com uma renovação geracional, em que se estão a enquadrar novos médicos de medicina geral e familiar.

Há cerca de dois mil médicos internos em formação de medicina geral, o que ajuda a tornar "bastante razoável" o número de médicos de família, um total de 5.500 a exercer.

Ainda assim, oito por cento da população continua a não ter médico de família, o que se traduz em cerca de 800 mil portugueses sem médico, sendo que 600 mil estão na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Rui Nogueira avisa também que dentro de três ou quatro anos haverá um novo 'boom' de aposentações -- já tinha ocorrido em 2013 e 2014, sendo necessário fazer uma planificação atempada das necessidades de médicos e um correto aproveitamento dos que estão em formação.

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