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"Visitei a região centro e fiquei completamente chocada"

"Visitei a região centro e fiquei completamente chocada"

Susana Frexes

Susana Frexes

Correspondente SIC em Bruxelas

A comissária europeia para a Política Regional, Corina Crețu, espera que o Parlamento Europeu e o Conselho aprovem até maio a mobilização do Fundo de Solidariedade da UE para Portugal. Bruxelas tinha já dado 1,5 milhões e propõe agora mais 49,1 milhões para ajudar a reconstrução das áreas afetadas pelos incêndios.

Bruxelas aceitou mobilizar para Portugal um total de 50,6 milhões de euros do Fundo de Solidariedade da União Europeia. No anúncio, a Comissária com a pasta da política regional não escondeu o impacto da visita que fez ao país.

"Visitei a região centro no final do ano passado e fiquei completamente chocada pela dimensão dos danos", disse Corina Crețu aos jornalistas. "Fiquei muito sensibilidade ao falar com as pessoas, cujas vidas foram afetadas pela tragédia. E agora, através do Fundo de Solidariedade damos uma ajuda para que reconstruam as suas vidas. E fico feliz por hoje poder adiantar esta boa notícia", acrescentou ainda.

Em novembro passado, a Comissão tinha já adiantado um milhão e meio de euros do Fundo Europeu de Solidariedade, mas a análise final dos danos causados pelos incêndios em Portugal só agora foi concluída. No total, o governo português comunicou prejuízos na ordem dos 1,5 mil milhões de euros, que incluem vários incêndios, desde a tragédia de Pedrógão Grande, em junho, aos devastadores fogos de outubro.

Bruxelas decide agora mobilizar mais 49,1 milhões de euros. Uma proposta que terá de ser aprovada pelo Conselho e pelo Parlamento Europeu. "Confio que viabilizem os fundos até maio", disse hoje Crețu.

"Vamos fazer da melhor maneira, em conjunto com o governo português, para que esteja disponível o mais rápido possível", disse ainda o Comissário Carlos Moedas, que está de visita a Portugal, explicando que o dinheiro "é para ser usado em infraestruturas e na em reconstrução daquilo que foram as áreas ardidas".

O Fundo de Solidariedade da UE poderá ser também utilizado para cobrir parte dos custos dos serviços de emergência, alojamento temporário, operações de limpeza e proteção de locais classificados como património cultural, num alívio aos encargos financeiros suportado pelas autoridades nacionais.

Esta quinta-feira, Bruxelas propôs ainda 3,2 milhões de euros para ajudar as áreas afetadas pelos incêndios em Espanha. As regiões francesas de São Martinho e Guadalupe também deverão receber 49 milhões de euros na sequência dos furacões Irma e Maria, que devastaram aqueles territórios ultraperiféricos em setembro.

Para a ilha grega de Lesbos, afetada por um sismo em junho de 2017, a Comissão também propôs 1,3 milhões de euros do Fundo de Solidariedade.

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