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Fundo do Setor Segurador atribuiu 3,41 milhões a vítimas dos fogos

(Arquivo)

Tiago Petinga

O Fundo de Solidariedade do Setor Segurador já foi encerrado e atribuiu um total de 3,409 milhões de euros a feridos graves e familiares dos mortos nos incêndios de 2017, informou esta quinta-feira a Associação Portuguesa de Seguradores (APS).

Em comunicado, a APS informou terem sido "atribuídas compensações a 157 familiares de vítimas falecidas e a 25 feridos graves". As empresas de seguros decidiram em julho de 2017, depois dos incêndios de Pedrógão e nos concelhos limítrofes, constituir um Fundo Especial de Solidariedade "destinado a apoiar os feridos graves e os familiares das pessoas falecidas na sequência dos graves incêndios".

Em outubro de 2017, depois dos incêndios de grande dimensão, que causaram mais mortes e feridos graves, foi decidido reforçar a dotação do Fundo.

"A Comissão de Gestão do Fundo de Solidariedade, integrada pela APS e vários seguradores, coordenada pelo Professor Pedro Romano Martinez, realizou 10 reuniões de trabalho para analisar e decidir os processos de compensação e deu agora por concluído o seu trabalho", segundo o comunicado desta quinta-feira.

Nas reuniões foram analisados 109 processos de vítimas falecidas e 25 processos de feridos graves, "processos esses que vieram a ser instruídos por equipas experientes indicadas por algumas das associadas da APS".

Essas equipas contactaram diretamente todos os potenciais beneficiários do Fundo e, no final, foram atribuídas compensações a 157 familiares de vítimas falecidas e a 25 feridos graves, segundo a informação.

O grande incêndio de junho de 2017 na zona de Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, causou 66 mortos e mais de 250 feridos, enquanto os grandes fogos de outubro fizeram 46 vítimas mortais, em vários concelhos da região Centro.

Além destas 112 mortes, há registo de pelo menos mais cinco nas regiões Norte e Centro nos fogos rurais do ano passado.

Os incêndios florestais de 2017 consumiram cerca de 500 mil hectares de floresta e destruíram mais de duas mil casas, empresas e explorações agrícolas.

Lusa

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