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Reportagem Especial

A saúde da Galilei

O British Hospital é o ativo com mais destaque na Galilei Saúde

Está em marcha um negócio que pode lesar os interesses do Estado em, pelo menos, 6 milhões de euros. São de novo os fantasmas do BPN que não param de atormentar a saúde financeira do país.

A história começa com o grupo Galilei, o conjunto de empresas que integravam a SLN, a holding proprietária do BPN.

Quando o banco foi nacionalizado, a holding que o detinha permaneceu em mãos privadas. Os acionistas, alguns coveiros do banco, mudaram-lhe o nome para Galilei.

A maioria das empresas do universo estava descapitalizada, porque lhes faltou o banco que as financiava. Mas havia um setor rentável, a saúde.

A Galilei saúde gera lucros de 2 milhões de euros por ano, que a empresa mãe, a Galilei, absorve integralmente. Resultado: um setor saudável entrou em agonia.

A Galilei saúde deve 34 milhões de euros. A maior fatia dessa dívida, 22 milhões, pertence à Parvalorem, o grupo empresarial do Estado que gere o lixo tóxico do BPN.

De nada serve à Galilei Saúde ser rentável, porque a ligação à Galilei transformou-a numa empresa doente.

Os gestores da Galilei Saúde conseguiram convencer os credores a aceitar um plano especial de revitalização, um PER, que o tribunal aprovou.

A empresa entrou, na prática, num processo de venda.

Esta reportagem especial retrata o mistério da empresa em agonia que, de repente, se tornou demasiado atrativa para 6 candidatos à compra.

É aqui que entra o Estado, ou seja, a Parvalorem. A Parvalorem decidiu vender o crédito à melhor oferta. E quem controlasse o crédito da Parvalorem, controlaria a empresa.

O problema é que a Parvalorem pode não ter vendido à melhor oferta. A empresa do Estado acabou a fazer contrato com um fundo belga, detido por 3 empresários sem ligações à saúde. A venda foi feita abaixo do preço… E, de repente, o Estado pode ter perdido 6 milhões de euros.

Reportagem: Pedro Coelho

Imagem: Jorge Oliveira e Luís Pinto

Edição de imagem: Ricardo Tenreiro

Grafismo: Fernando Ferreira

Produção Editorial: Diana Matias

Coordenação: Marta Reis

Direção: Ricardo Costa

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