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Reportagem Especial

"Lamentamos informar mas o seu comboio foi suprimido"

Hoje no Jornal da Noite

(Arquivo)

LUSA

A Reportagem Especial de hoje segue sobre carris nas tantas queixas de Sintra ao Areeiro, de Cascais ao Cais do Sodré. Aqui antecipamos algumas das histórias das linhas ferroviárias que mais passageiros transportam e em que pelo menos um em cada dez comboios chega atrasado. É o seu caso?

Quem apanha o comboio na estação da freguesia mais populosa da Europa dificilmente se habitua. Em dias de chuva, os escassos telheiros existentes dão para muito poucos, dão para quase nada.

A estação de Algueirão-Mem Martins é a única em que não houve alguma intervenção na linha de Sintra.

Ao longo do traçado, todos se queixam dos atrasos, raros são os que confiam nos horários apregoados pela CP.

Jorge Antunes garante que não confia e que tem dificuldades em explicar ao patrão quando o atraso acontece.

A reportagem da SIC constatou tantas vezes, aos altifalantes, a expressão "o comboio foi suprimido", ainda que a empresa garanta que 99% das ligações sejam efetuadas.

A companhia Comboios de Portugal admite ainda assim que 11% dos comboios quer na linha de Sintra, quer na linha de Cascais, chegam atrasados.

São cerca de 50 comboios quem em dias úteis não chegam a horas.

Na linha de Cascais, mais um governo que chega e a promessa de investimento parece ficar na gaveta.

O Executivo garantiu à SIC que vai manter nos trilhos as mesmas composições, cujos motores de algumas datam dos anos 60.

A empresa de manutenção do equipamento ferroviário vai mantendo-as a circular apertando as datas das revisões.

Como a empresa que as fabricou já não existe e encontrar peças é uma dor de cabeça, tiram-se as que ainda valem de composições velhas para as que se mantém em circulação.

A linha de Sintra e a linha de Cascais são as que mais passageiros transportam todos os dias em Portugal. Nos últimos anos, a de Sintra perdeu 1/5 dos passageiros, a de Cascais 1/3.

As tantas greves nos dias da austeridade, os aumentos abruptos dos passes e as avarias constantes que resultaram em atrasos ou supressões empurraram milhões para o automóvel que nunca mais regressaram aos trilhos.

Enquanto isso, Lisboa recebe mais carros que aqueles que consegue suportar.

"O Comboio dos Atrasos". Uma reportagem de Pedro Miguel Costa, imagem de Odacir Júnior, edição de Ricardo Piano, grafismo de Carla Gonçalves, produção editorial de Ana Marisa Silva e música de Sebastião Antunes & Quadrilha.

Para ver, esta quarta-feira, no Jornal da Noite da SIC.

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