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Grande Reportagem SIC

TP 075 Destino Brasil / TP 108 Bye Bye Brasil

Esta semana

Em vésperas do desfecho de mais uma tentativa de privatização da TAP; no momento em que os pilotos se preparam para o início de uma greve de 10 dias, a SIC emite, a 29 e 30 de abril, duas grandes reportagens sobre o estado da companhia aérea. E lança a dúvida: durante os 15 anos de Fernando Pinto na liderança, a TAP cresceu ou inchou, como defendem os críticos do administrador brasileiro?

A TAP cresceu em passageiros transportados, ultrapassando os 11 milhões por ano, aumentou a frota e as rotas, mas perdeu valor material. Nos últimos sete anos, o grupo TAP afundou 740 por cento, chegando aos 512 milhões de euros de capital próprio negativo.

A empresa cresceu, sobretudo para o Brasil, transformando-se na única companhia aéra de bandeira a voar para 12 cidades, ou seja, voa para todas as regiões do país. Fernando Pinto transformou o aeroporto da Portela numa plataforma giratória (hub) da TAP, que, através da frota de médio curso, recebe e disribui milhares de passageiros por semana, a maioria com destino e origem no Brasil.

O Brasil, a crescer menos do que as previsões, representa já um quarto do negócio da TAP.

A expansão para o Brasil começa, exatamente, com a compra da empresa de manutenção da VARIG, a VEM. Um negócio pensado e concretizado em 2005, pela administração de Fernando Pinto. Um negócio que, em dez anos, acumulou 500 milhões de euros de prejuízo.

As razões do grande buraco financeiro do grupo TAP devem ser encontradas, desde logo, na TAP ME BRASIL.

Mas também no handling, a assistência em terra da Ground Force. A empresa acumulou 151 milhões de euros de prejuízo, suportados, integralmente, pelo grupo TAP.

A companhia aérea portuguesa atravessa hoje uma dramática crise de liquidez. Se não for privatizada terá de ser profundamente reestruturada.

Reportagem Pedro Coelho e Luís Pinto (imagem);

Edição de Imagem Ricardo Tenreiro;

Grafismo Alexandre Ferrada e Luís Bispo;

Colorista José Dias;

Pós-produção áudio Octaviano Rodrigues e Alexandre Santos;

Produção Diana Matias e Renata Sousa Cardoso (estagiária);

Coordenação Cândida Pinto;

Direção Alcides Vieira e Rodrigo Guedes de Carvalho.

  • Fuga de Vale de Judeus em junho de 1975 no Perdidos e Achados
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    Perdidos e Achados

    Prisão Vale de Judeus, final de tarde de domingo, dia 29 de junho de 1975. O plano da fuga terá sido desenhado por uma vintena de homens. Serrada a presiana metálica era preciso passar, para fora do edifício, as cabeceiras dos beliches onde os presos dormiam. Ao longo de cerca de uma hora 89 detidos, agentes da PIDE/DGS, a Polícia Internacional e de Defesa do Estado português extinta depois da revolução de 1974, fogem do estabelecimento prisional.

    Segunda-feira no Jornal da Noite